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Regional

Santa Casa de Pirajuí faz mutirão de 657 cirurgias não emergenciais

Até o final do ano, serão realizados no hospital 657 procedimentos, a maioria de catarata, que atenderão pacientes de cidades na região do DRS-6

por Lilian Grasiela

09/11/2018 - 07h00

Divulgação
A Santa Casa de Pirajuí recebeu autorização do Ministério da Saúde para receber o mutirão

A Santa Casa de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) irá realizar até o final deste ano 657 cirurgias eletivas (não emergenciais), a maioria de catarata, para atender pacientes de municípios na região do Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS-6). Os procedimentos, custeados com recurso federal, tiveram início nesta quarta-feira (7).

De acordo com o gerente administrativo da Santa Casa e coordenador do projeto, Marcelo Augusto Vieira Barbieri, portaria autorizando o mutirão foi publicada pelo Ministério da Saúde no dia 12 de setembro. O objetivo é reduzir a demanda por procedimentos cirúrgicos na rede pública. "Há relatos de pessoas que estão aguardando na fila há três anos", revela.

Para catarata, serão 600 cirurgias. As outras 57 referem-se a procedimentos diversos, como hemorroida, vesícula, hérnia e fimose. "O primeiro passo foi uma avaliação dos pacientes com o cirurgião geral que irá operá-los. Essa avaliação começou no dia 27 de outubro e mais pacientes serão avaliados nos próximos dias", explica Barbieri.

Anteontem, o hospital realizou 18 cirurgias de catarata. Para este sábado (10), já estão agendadas dez cirurgias de vesícula. No domingo (11), serão feitos outros dez procedimentos cirúrgicos. Além de dois cirurgiões gerais, um cirurgião oftalmologista - todos do quadro médico da Santa Casa de Pirajuí - participam do mutirão.

CAPACIDADE

O gerente conta que a ideia de realizar as cirurgias eletivas partiu da direção do hospital. "Eu manifestei interesse dizendo que a Santa Casa de Pirajuí teria capacidade técnica e operacional para isso", declara. Entre os pacientes atendidos, segundo ele, estão moradores de Pirajuí, Duartina, Piratininga, Macatuba, Lucianópolis, Igaraçu do Tietê, Fernandópolis, Avaí, Paulistânia, Arealva, Balbinos e Cabrália Paulista.

"Essa é uma ação de extrema importância não só para o hospital, que pela primeira vez realiza o mutirão, mas, principalmente, para os pacientes, pois ela oferece atendimento à população, muitas vezes carente, que depende apenas do Sistema Único de Saúde (SUS) e aguarda por longos períodos na fila por uma consulta, exame ou procedimento cirúrgico que irá melhorar, e muito, a sua qualidade de vida".