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Câmara de Pederneiras fará coleta de sangue neste sábado

Ação integra a 'Semana Elô', que incentiva a doação de medula

09/02/2019 - 07h00

Câmara de Pederneiras/Divulgação
Ezequiel Lima é autor do projeto de lei de criação da 'Semana Elo'

Pederneiras - A Câmara de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru) realiza neste sábado (9), a partir das 7h, campanha de coleta de sangue para o Hemonúcleo Regional da Fundação Amaral Carvalho, de Jaú. A ação encerra as atividades da 2ª edição da "Semana Elo", criada por meio da Lei Municipal nº 3.400/2017, de iniciativa do vereador Ezequiel Lima (PRP), com o objetivo de sensibilizar a população sobre o tema, além de incentivar o cadastro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

A ideia da criação da "Semana Elo" surgiu após a morte da estudante Eloyza Santis de Campos, em abril de 2017, aos 16 anos, em Pederneiras, vítima de aplasia medular. A adolescente estava na fila de espera por uma doação de medula.

"Na época, fiquei imaginando que talvez esse doador pudesse estar em nossa cidade, visto que a maioria dos nossos munícipes não tem cadastro no Redome e muitos nem fazem ideia dos procedimentos de como fazê-lo", conta o autor da lei.

"Foi daí que surgiu a ideia. Além de fazermos uma homenagem a esta linda jovem, queremos tornar nossa cidade mais solidaria e doadora". Durante a semana, outras atividades movimentaram a população, como o agendamento de doação de plaquetas e a arrecadação de alimentos e leite em prol do Amaral Carvalho e de voluntários.

APLASIA MEDULAR

Eloyza foi vítima de aplasia medular, uma doença rara caracterizada por alteração no funcionamento da medula óssea que faz com que ela deixe de produzir de forma satisfatória hemácias (causando anemias), plaquetas (causando sangramentos) e leucócitos (causando infecções).

O diagnóstico ocorreu em setembro de 2015. No ano seguinte, ela recebeu transplante de medula do pai biológico. Passados alguns meses, uma nova bateria de exames apontou novas complicações e, em janeiro de 2017, com a piora de seu estado de saúde, foi internada no HAC. Após travar uma luta intensa pela vida, a estudante morreu aos 16 anos, em 11 de abril.

Apesar de poder levar à morte, a aplasia tem cura quando o paciente recebe medula doada por um doador compatível saudável. Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos pode doar a medula, que é retirada do interior dos ossos da bacia por meio de punções. O procedimento dura cerca de 90 minutos.