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Adolescente é apreendido após confessar assassinato de menina de 8 anos em Ibitinga

Participação de outras pessoas no crime ainda não está descartada

por Lilian Grasiela

27/02/2019 - 07h00

Reprodução/Redes Sociais
Giovana Maria de Oliveira Ribeiro foi encontrada ferida dentro de um imóvel em construção

Ibitinga - Um adolescente foi apreendido pela Polícia Civil após confessar envolvimento no assassinato de Giovana Maria de Oliveira Ribeiro, de 8 anos, ocorrido em março de 2018, em Ibitinga (90 quilômetros de Bauru). A participação de outras pessoas no crime não está descartada.

A informação foi confirmada em nota pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). "Um adolescente confessou participação no crime e encontra-se detido na Fundação Casa. A unidade apura o envolvimento de outros suspeitos e o caso encontra-se em segredo de Justiça", declarou.

A reportagem entrou em contato com a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ibitinga na tarde desta terça-feira (26) para tentar levantar mais detalhes sobre a apreensão do adolescente, mas o delegado responsável pelas investigações, Vinicius Murijo Melatto, não foi localizado.

O CRIME

Giovana foi encontrada inconsciente no dia 4 de março de 2018, com ferimentos decorrentes de agressão na cabeça e o shorts abaixado na parte de trás, dentro de imóvel em construção no bairro Santo Expedito. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu no início da manhã seguinte em um hospital em Araraquara.

A pedido da Polícia Civil, a Justiça decretou a prisão temporária de um pintor de 40 anos, suspeito do crime.

Ele alegou que encontrou a menina ao entrar na casa em construção para ver se a filha brincava no local, mas apresentou contradições no depoimento. As duas crianças eram amigas e vizinhas.

REVIRAVOLTA

No fim de abril, o pintor foi solto por determinação judicial. De acordo com a Polícia Civil, o resultado do exame pericial do Instituto de Criminalística (IC) revelou que o material genético dele era incompatível com materiais biológicos coletados em objetos usados pela vítima no dia do crime. Desde então, outros suspeitos foram ouvidos e forneceram material para confrontação genética.