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Jaú prossegue com análise de imóveis preservados

Equipe desenvolve estudos para a revisão do Plano Diretor, da Lei de Zoneamento e faz visita a casarões tombados

por Aurélio Alonso

15/05/2019 - 07h00

Fotos: Aurélio Alonso
As casas estão sendo visitadas por técnicos nesta semana

Jaú - A equipe técnica que desenvolve os estudos e análises que fundamentam o processo de revisão do Plano Diretor e da Lei do Zoneamento visita casa por casa para demonstrar a proprietários de imóveis tombados do Centro a proposta que vem sendo elaborada de mudança na legislação para possibilitar mais aproveitamento desses imóveis.

Até o momento já foi apresentada em audiência pública o projeto para o Centro da cidade. Na segunda-feira (13) teve início visitas da equipe para conhecer os imóveis internamente.

No Centro de Jaú há vários imóveis tombados para preservação

Na primeira etapa foi feito o levantamento aéreo, fachada e externa. Agora, com a autorização dos proprietários está sendo visitado o imóvel.

Jaú tem 451 imóveis inventariados como de preservação. Os casarões são concentrados na área central, próximo ao Paço Municipal. O trabalho se concentra nas quadras entre as ruas Major Prado e Edgard Ferraz.

O secretário municipal de Desenvolvimento e Trabalho de Jaú, Carlos Alexandre Ramos, explicou que é um trabalho inovador. Nesta semana foram vistoriados dois imóveis, que vão servir de projeto piloto para as mudanças na legislação. "As duas casas, por exemplo, podem ser interligadas pelo fundo, criando um espaço de convívio na parte interna. Temos a certeza que, ao apresentar o projeto, demonstramos que o patrimônio pode ser preservado e não mais um problema ao dono. Precisamos criar oportunidades de negócio para ajudar o proprietário economicamente a manter esse  patrimônio preservado. Os dois lados precisam ganhar: os proprietários e a cidade", declarou Ramos.

O secretário de Desenvolvimento e Trabalho explica que a proposta é propor o uso do imóvel até interligando com outros novos não tombados. 

Ramos salienta que não é objetivo reduzir o número de imóveis preservados, mas a proposta é possibilitar dar viabilidade econômica. "Boa parte dos imóveis virou problema para o proprietário, porque não consegue adequar para a acessibilidade e a outros usos. Fica um imóvel sem muita alternativa. Pela proposta vai permitir, por exemplo, fazer a acessibilidade pelo fundo da casa e até ampliar o espaço para a vitrine ou espaço para convivência. Vamos dar ao imóvel um potencial de uso muito maior. O caso que visitamos nesta semana, a proprietária estava pensando em vender e mostramos que existe grande potencial e ela está revendo. Há muitos imóveis no Centro da cidade que, ao invés de ser um problema, pode ser encarado como uma oportunidade de negócio", explicou o secretário.

A equipe que faz a análise dos imóveis pretende visitar prédio a prédio dentro do quarteirão e mostrar ao proprietário como pode integrar e melhorar esses prédios. "É questão de convencimento para mostrar para aqueles que estão pensando em vender, a solução pode interligar com outra casa. Se fizer essas intervenções vai ganhar um atrativo".

Ramos explicou, no entanto, que as mudanças só vão ser propostas, após esse convencimento dos donos de imóveis. "Não queremos propor mudanças na lei que depois não saia do papel. Primeiro vamos mostrar os projetos e se houver adesão, vamos fazer a legislação para que essas áreas possam se transformar em estacionamento e ser exploradas. Temos carência de vagas na cidade. Isso ajuda a resolver um problema e deixar o imóvel mais atrativo", declarou.

Se houver boa adesão, o secretário acredita que será possível enviar uma proposta de projeto de lei para ser discutida na Câmara para revisão do Plano Diretor e Lei de Zoneamento até o início do segundo semestre.