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Mulher que matou filha recém-nascida em 2006 volta para a cadeia

Tatiane Pereira, que estava foragida desde 2018, foi presa ontem pela polícia

por Lilian Grasiela

16/05/2019 - 07h00

Agudos - A Polícia Civil de Agudos (13 quilômetros de Bauru) prendeu nessa quarta-feira (15) a ajudante geral Tatiane Pereira, 36 anos, condenada a 18 anos e oito meses de reclusão por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e com emprego de meio cruel) cometido em 2006 contra a filha recém-nascida. Ela chegou a ser presa em fevereiro de 2014, quando a justiça determinou a execução da sentença, mas abandonou o sistema prisional no final de 2018 e, desde então, era considerada foragida.

Segundo o delegado Jader Biazon, Tatiane já cumpriu cinco anos da condenação, entre o regime fechado e o semiaberto, mas desrespeitou as regras da transição de regime e não retornou à unidade onde cumpria pena. Por conta disso, a Vara de Execuções Criminais do Fórum de Taubaté expediu um novo mandado de prisão contra ela, que foi presa em sua residência por policiais civis e retornará para o regime fechado.

Conforme divulgado pelo JC, Tatiane foi condenada pelo Tribunal do Juri por colocar a filha recém-nascida viva em sacolas plásticas, que foram penduradas num cômodo no quintal da casa dela e queimadas dois dias depois em uma fogueira. O caso ocorreu em abril de 2006 e chocou a população de Agudos. A mulher, que já tinha dois filhos, escondeu a gravidez da família e de amigos simulando estar com mioma no útero. Após denúncia de uma amiga ao Conselho Tutelar, acabou confessando o crime.