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Regional

Agudos sedia hoje Workshop de Apicultores e Meliponicultores

Evento, que contará com palestras gratuitas, oficinas e exposições, irá reunir criadores de abelhas e mel de todo o Centro-Oeste Paulista

12/06/2019 - 07h00

Reprodução/Facebook
Evento organizado pela prefeitura é gratuito e será realizado no Seminário Santo Antônio

Agudos - O Seminário Santo Antônio, em Agudos (13 quilômetros de Bauru), sedia nesta quarta-feira (12), das 8h às 18h, o 1º Workshop de Apicultores e Meliponicultores do Centro-Oeste Paulista. O objetivo do encontro é aproximar criadores de abelhas e mel para o fortalecimento da cadeia produtiva da região por meio do debate de temas relacionados ao assunto, que vem sendo bastante discutido recentemente em razão do "sumiço" deste inseto em várias regiões do mundo (leia box).

O evento é gratuito, mas o número de vagas é limitado a 150 participantes. A programação inclui palestras com os temas: Descrição das principais espécies de abelhas exóticas e nativas da região; Criação racional e manejo de abelhas; Polinização; Boas práticas na apicultura e na meliponicultura; Produção e conservação ambiental; Legislação e Oficinas práticas de manejo das abelhas.

Além das palestras e de oficinas, haverá estandes de exposição de produtos e empresas do setor. Dentre os itens a serem expostos, estão confirmados tela excluidora de rainha, cera alveolada, gaiolas de criação e de transporte de rainha, gaiola de transporte e introdução de rainha, luva anti-ferroada, sacos para isca, atrativo para captura de enxames e pitos para isca, entre outros.O 1º Workshop de Apicultores e Meliponicultores do Centro-Oeste Paulista é organizado pela Prefeitura de Agudos, por meio das Secretarias de Planejamento e Turismo e Agricultura e Meio Ambiente; Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável, regional de Bauru, um órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento; e Apiário Açucena da Serra.

Aceituno Jr.

Agrotóxicos x abelhas

Estudo divulgado recentemente pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) sobre o efeito dos agrotóxicos em abelhas mostrou que o inseticida clotianidina, mesmo quando usado em doses não letais, encurtou o tempo de vida dos insetos em até 50%. Os pesquisadores observaram ainda que a substância fungicida piraclostrobina, considerada inofensiva para abelhas, mudou o comportamento das operárias, deixando-as letárgicas, o que pode comprometer o funcionamento de toda a colônia. A pesquisa foi feita com o objetivo de investigar o desaparecimento de diversas espécies de abelhas no mundo todo. No Brasil, o fenômeno tem sido observado pelo menos desde 2005 e, segundo o professor Osmar Malaspina, pesquisador do Centro de Estudos de Insetos Sociais do Instituto de Biociências da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), está diretamente ligado ao uso de agrotóxicos. "Fizemos um levantamento no estado de São Paulo nos últimos três anos, mandamos fazer análises dos produtos e das abelhas mortas para ver se tinha resíduo desses produtos e comprovamos que, nesses casos de mortalidade em massa, a grande maioria foi provocada por inseticidas", diz.

SERVIÇO

O Seminário Santo Antônio fica no acesso Frei Gregório Johnscher, km 4, na zona rural de Agudos. Informações pelo e-mail: [email protected] e pelo telefone (14) 98123-1619.