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Museu Frei Gregório: dedicação à história

Inaugurado em outubro de 1975, acervo guarda parte do desenvolvimento do Seminário Santo Antônio

por JCNET

11/08/2019 - 06h00

VOCÊ SABIA?

Inicialmente, o museu abrigava pequenas coleções de minérios, moedas, medalhas, objetos do Brasil Colonial, armas antigas, arcos, flechas e artefatos dos bugres do Paraná e Santa Catarina

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O Seminário Santo Antônio, além de ser um gigante do patrimônio histórico de Agudos, abriga um riquíssimo museu. A construção do Seminário teve início no final da década de 1940, quando os primeiros frades desembarcaram na Estação Sorocabana de Agudos. O objetivo era empreender uma grande missão: a construção do seminário.

Nesse projeto, já estava destinado um espaço de 350 metros quadrados, duas salas laterais, no primeiro andar, logo na entrada da primeira ala, ao lado direito do saguão de um Salão Nobre, o então Museu Escolar dos Franciscanos. Foi quase uma tradição da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil ter, em estabelecimentos de ensino, um museu escolar. Assim foi nos Seminários de Blumenau (SC), Lages (SC), Luzerna (SC), Ituporanga (SC), Vila Velha (ES), Rio Negro (PR), Guaratinguetá (SP) e Agudos (SP).

Foram quase 20 anos até a inauguração, quando as primeiras peças foram organizadas em uma sala improvisada da portaria, em 1953, pelo fundador e curador, Frei Gregório Johnscher. A princípio,  eram pequenas coleções de minérios, moedas, medalhas, objetos do Brasil Colonial, armas antigas, arcos, flechas e artefatos dos bugres do Paraná e Santa Catarina, peças essas que vieram com os primeiros professores e alunos em 1950, que saíram do Seminário Seráfico São Luiz de Tolosa do Rio Negro (PR), para inaugurar este novo estabelecimento de ensino, ainda na primeira fase de sua construção.

Quem empreendeu a primeira organização das peças do Museu foi o Frei João da Cruz Schumacher, o qual improvisou o material em mesas e armações, tomando um aspecto permanente, que se manteve assim por 16 anos. Logo após esse período veio a ideia do Museu Evolutivo, numa madrugada do dia 4 de maio 1970, fato relatado pelo próprio idealizador, Frei Gregório Johnscher.

A partir dessa ideia iniciou-se uma nova empreitada para executar o objetivo do Museu Evolutivo ou Museu da Evolução. Os móveis que lá estão até hoje, armários e prateleiras, foram confeccionados pelo marceneiro Frei Jorge Schelbauer, auxiliado por Frei José Lino Zimmermann e os 24 quadros evolutivos, que eternizam a idéia do fundador, foram pintados por Frei Geraldo Roderfeld, em um período de dois meses e meio, trabalhando de manhã à noite.

A inauguração do museu aconteceu no dia 5 de outubro de 1975, com a bênção solene proferida pelo Ministro Geral Frei Constantino Koser.

Espaço Histórico: fonte de pesquisa e preservação

Divulgação

Espaço Histórico tem diversas salas com objetos que ressaltam a história de Agudos

O Espaço Histórico Plínio Machado Cardia é uma instituição privada, sem fins lucrativos cuja finalidade é incentivar à juventude o culto à história de Agudos. Foi fundado em 22 de dezembro de 1993.

Recebeu, até o presente, 50 mil visitantes que participaram de pesquisas, reuniões, lançamentos de livros, saraus de poesias, confrarias e outros.

Mantém, desde o ano de 2006, um Projeto Pedagógico inédito chamado "Agudos, é preciso conhecer para amar", em parceria com a Prefeitura Municipal, destinado aos alunos das escolas municipais.

Possui diversas salas que contém objetos históricos que ressaltam a história de Agudos, como a Sala dos Imigrantes, Sala da Revolução Constitucionalista e 2ª Guerra Mundial, Sala/Auditório Emilson Carmo Barbosa e outras.

O Espaço Histórico Plínio Machado Cardia foi a primeira instituição que conseguiu montar com fotos a Galeria dos Prefeitos, desde o primeiro até o atual. Graças a esse levantamento as escolas podem conhecer todos os prefeitos que passaram pela cidade de Agudos.

De todos

Aurélio Alonso

Congresso estadual de oficiais de justiça será realizado no Seminário Santo Antônio, em Agudos

O Seminário Santo Antônio, além de ser um gigante do patrimônio histórico de Agudos, abriga um riquíssimo museu. A construção do Seminário teve início no final da década de 1940, quando os primeiros frades desembarcaram na Estação Sorocabana de Agudos. O objetivo era empreender uma grande missão: a construção do seminário.

Nesse projeto, já estava destinado um espaço de 350 metros quadrados, duas salas laterais, no primeiro andar, logo na entrada da primeira ala, ao lado direito do saguão de um Salão Nobre, o então Museu Escolar dos Franciscanos. Foi quase uma tradição da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil ter, em estabelecimentos de ensino, um museu escolar. Assim foi nos Seminários de Blumenau (SC), Lages (SC), Luzerna (SC), Ituporanga (SC), Vila Velha (ES), Rio Negro (PR), Guaratinguetá (SP) e Agudos (SP).

Foram quase 20 anos até a inauguração, quando as primeiras peças foram organizadas em uma sala improvisada da portaria, em 1953, pelo fundador e curador, Frei Gregório Johnscher. A princípio,  eram pequenas coleções de minérios, moedas, medalhas, objetos do Brasil Colonial, armas antigas, arcos, flechas e artefatos dos bugres do Paraná e Santa Catarina, peças essas que vieram com os primeiros professores e alunos em 1950, que saíram do Seminário Seráfico São Luiz de Tolosa do Rio Negro (PR), para inaugurar este novo estabelecimento de ensino, ainda na primeira fase de sua construção.

Quem empreendeu a primeira organização das peças do Museu foi o Frei João da Cruz Schumacher, o qual improvisou o material em mesas e armações, tomando um aspecto permanente, que se manteve assim por 16 anos. Logo após esse período veio a ideia do Museu Evolutivo, numa madrugada do dia 4 de maio 1970, fato relatado pelo próprio idealizador, Frei Gregório Johnscher.

A partir dessa ideia iniciou-se uma nova empreitada para executar o objetivo do Museu Evolutivo ou Museu da Evolução. Os móveis que lá estão até hoje, armários e prateleiras, foram confeccionados pelo marceneiro Frei Jorge Schelbauer, auxiliado por Frei José Lino Zimmermann e os 24 quadros evolutivos, que eternizam a idéia do fundador, foram pintados por Frei Geraldo Roderfeld, em um período de dois meses e meio, trabalhando de manhã à noite.

A inauguração do museu aconteceu no dia 5 de outubro de 1975, com a bênção solene proferida pelo Ministro Geral Frei Constantino Koser.

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