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Gaeco e MP de Macatuba deflagram operação contra fraude em concurso

Mandados de busca e prisão foram cumpridos em 9 cidades, incluindo Macatuba, onde há suspeita de fraude em concurso

por Lilian Grasiela

08/10/2019 - 06h00

Leandro Ferreira/Estadão Conteúdo

PMs chegam ao Ministério Público de Campinas com documentos

Macatuba - Na manhã desta segunda-feira (7), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e Promotoria de Justiça de Macatuba (46 quilômetros de Bauru) deflagraram a Operação Apaniguados com objetivo de combater crimes de fraudes a licitação e a concurso público, falsidade ideológica e corrupção. A Polícia Militar (PM) apoiou nas diligências. Um mandado de busca foi cumprido em Macatuba, com apreensão de equipamentos ligados à investigação.

A reportagem confirmou que, na cidade, as equipes recolheram computador e aparelho celular em um imóvel para realização de perícia. Em Macatuba, uma suposta fraude em concurso público realizado pelo grupo criminoso alvo das investigações do Núcleo do Gaeco de Campinas está sob apuração.

Além de acionar a promotora de justiça responsável pelas investigações em Macatuba através de mensagem no celular, o JC também enviou perguntas à assessoria de imprensa do MP na Capital sobre o mandado de busca cumprido em Macatuba, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Em nota, o MP informou apenas que, no total, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e outros 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campinas, Jaguariúna, Cosmópolis, Santo Antônio de Posse, Cordeirópolis, Nova Odessa, Holambra, Macatuba e Votuporanga.

"Segundo o apurado pelo Gaeco após mais de quatro meses de investigação, o grupo criminoso alvo da ação desta manhã era especializado em fraudar concursos públicos, especialmente de consórcios públicos", disse o órgão. Em apenas um dos consórcios públicos envolvidos nas fraudes, mais de oito mil candidatos teriam sido prejudicados.

"Ainda de acordo com a investigação, havia a participação direta de agentes públicos no esquema criminoso, responsáveis pela indicação dos candidatos que foram favorecidos nos concursos fraudados. Um novo cartão de resposta das provas era produzido para favorecidos e pessoas das empresas de concursos os preenchiam conforme as necessidades de pontuação. Apurou-se também que o grupo pagava propina a agente público envolvido nos crimes", revela.

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