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Suspeita de fraude em concurso provocou a operação do Gaeco

Processo de seleção de vaga de procurador jurídico foi suspenso a pedido do MP

por Lilian Grasiela

09/10/2019 - 06h00

Macatuba - Uma investigação da Promotoria de Justiça de Macatuba (46 quilômetros de Bauru) relacionada à suspeita de fraude em um concurso público realizado pela Câmara deu origem a uma sequência de novas apurações que levaram o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) a deflagar nesta segunda-feira (7) a Operação Apaniguados, com cinco prisões.

Conforme divulgado ontem pelo JC, a operação teve o objetivo de combater crimes de fraudes a licitação e a concurso público, falsidade ideológica e corrupção e resultou no cumprimento de cinco mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão em Campinas, Jaguariúna, Cosmópolis, Santo Antônio de Posse, Cordeirópolis, Nova Odessa, Holambra, Macatuba e Votuporanga.

Nesta terça-feira (8), em nota, o Ministério Público (MP) de Macatuba informou que, no último dia 15 de abril, deu início à Operação "One" diante de indícios da prática de crimes de fraude à licitação e falsidade ideológica envolvendo o Concurso nº 01/2019 da Câmara de Macatuba. A suspeita recaía sobre a vaga de procurador jurídico e, a pedido da Promotoria, o concurso foi suspenso.

"No decorrer das investigações, apurou-se a existência de um grupo criminoso especializado em fraudar inúmeros concursos públicos na região de Campinas. Diante disso, o Gaeco-Campinas foi acionado e iniciou a investigação denominada "Apaniguados".

As provas provenientes das operações "One" e "Apaniguados" foram compartilhadas entre si, com a deflagração conjunta em 07/10", diz a nota.

Ainda de acordo com o MP de Macatuba, a proprietária da empresa de consultoria contratada para aplicar a prova do concurso da Câmara Municipal foi uma das presas na operação. "Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido na Comarca de Macatuba e o procedimento investigatório criminal continua em curso na Promotoria de Justiça, em caráter de sigilo", declara.

A Câmara de Macatuba declarou que está à disposição do Ministério Público para todos os esclarecimentos que resultam na apuração real dos fatos envolvendo o concurso público.

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