Bauru e grande região

Regional

Osvaldo do Baiano é o novo prefeito de Bofete

Ele foi eleito neste domingo (1) com 3.526 votos

01/12/2019 - 20h21

Câmara de Bofete

Osvaldo Ângelo Alves foi eleito neste domingo

Osvaldo Angelo Alves, o Osvaldo do Baiano (PSDB) - que tem como vice Gláucia Bertoncini (PSD) - é o novo prefeito de Bofete (136 quilômetros de Bauru). Ele foi eleito neste domingo (1) com 3.526 (78,20%) votos. Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos 7.718 eleitores aptos a votar, 4.509 foram às urnas. Foram contabilizados 510 votos brancos e 473, nulos. 

Vale lembrar que os eleitores de Bofete votaram às urnas neste domingo por conta da cassação do mandato de Dirceo Antonio Leme de Melo (PTB), que venceu eleição municipal realizada em 2016. Melo teve o mandato cassado pela Câmara em fevereiro de 2018 (leia mais abaixo). Ele tentou anular a decisão judicialmente, mas a cassação foi considerada regular e a Justiça Eleitoral determinou convocação de pleito suplementar na cidade.

A eleição deste domingo teve com chapa única, a "Unidos por Bofete". Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), este pleito foi o primeiro municipal totalmente digital no Estado de São Paulo. Isso porque, com a implementação do Processo Judicial Eletrônico (PJe), processos como o de registro de candidatura e prestação de contas passam a ser realizados pelo sistema.

A organização da eleição coube à 41.ª Zona Eleitoral - Conchas, que já realizou o registro de candidatura pelo PJe. Eventuais demandas sobre propaganda eleitoral e outros processos judiciais e administrativos também não serão mais realizados pela via física. Em 2020, as eleições municipais serão 100% digitais.

CASSADO

Dirceo foi alvo de uma Comissão Processante (CP) e teve o mandado cassado por 8 votos a 1 em fevereiro de 2018 pela Câmara por supostas irregularidades envolvendo a contratação e o pagamento de serviços e materiais em seu primeiro ano de governo. Os membros da Processante entenderam que Melo cometeu crimes de responsabilidade de prefeitos previstos no decreto-lei 201/67.

Ele foi alvo de três denúncias - contratar sem licitação empresa para terraplanagem e pagar R$ 24,7 mil antes da execução dos serviços; contratar sem licitação empresa de frete para transporte de encomendas por R$ 8 mil, que recebeu antes da prestação dos serviços e emitiu recibos antes de sua formalização jurídica; e comprar peças e equipamentos incompatíveis com a frota municipal. Dois dias depois, o Tribunal de Justiça (TJ) deferiu liminar em mandado de segurança suspendendo o ato legislativo e ele retornou ao cargo. No fim de setembro, o TJ considerou que a cassação seguiu os trâmites legais e cassou a liminar que mantinha o chefe do Executivo no cargo. Desde então, o cargo de prefeito é ocupado interinamente pelo presidente da Câmara, Osvaldo Ângelo Alves (PSDB).

Ler matéria completa