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Homem é preso suspeito de matar a esposa em Pirajuí

Polícia pediu preventiva depois que laudo do IML apontou que vítima foi esganada

por Lilian Grasiela com Larissa Bastos (Especial para o JC)

14/01/2020 - 05h07

Pirajuí - A Polícia Civil prendeu na noite desta segunda-feira (13) o trabalhador rural Antonio Márcio Ferreira Brito, de 48 anos, suspeito de matar a mulher esganada na madrugada do último dia 23 de dezembro, em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru). Ele não confessa o crime e alega que, ao tentar socorrer a vítima, que havia sofrido recentemente um AVC e passava mal no banheiro, acabou puxando-a pelo pescoço.

Conforme divulgado pelo JC, no dia dos fatos, o suspeito disse à polícia que encontrou a esposa, a dona de casa Cleusa da Silva, 48 anos, passando mal, caída no chão do banheiro de casa. O Samu foi acionado e ela foi levada ao Pronto-Socorro (PS) da Santa Casa, onde morreu logo depois.

A ocorrência foi registrada como morte suspeita. Porém, a partir do laudo do exame necroscópico divulgado no início deste mês pelo Instituto Médico Legal (IML), que revelou que a mulher foi esganada, o caso passou a ser tratado como feminicídio e um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil.

O delegado responsável pelas investigações, César Ricardo do Nascimento, ouviu familiares da vítima e, com base nas evidências materiais e testemunhais, representou pela prisão preventiva do trabalhador rural. O Ministério Público (MP) ofereceu denúncia e concordou com o pedido da polícia.

No fim da tarde de ontem, a justiça decretou a prisão de Antonio, que foi detido em sua casa, no Jardim Aclimação, e conduzido à Cadeia Pública de Avaí. Segundo o delegado, ele manteve a versão inicial de que puxou Cleusa pelo pescoço para tentar socorrê-la e não teve intenção de matá-la.

Contudo, de acordo com Nascimento, as investigações conduzidas por ele demonstraram que a mulher teria sido esganada pelo suspeito durante uma discussão na residência onde eles moravam. O delegado também cita que havia um histórico de violência familiar e que o homem ameaçava a vítima.

A reportagem entrou em contato com a advogada do trabalhador rural, Márcia Cristina de Souza Ribeiro Branco, mas ela informou que ainda não havia tomado conhecimento dos autos e só iria se manifestar sobre a prisão do seu cliente nesta terça-feira (14).

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