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Regional

Ação do Gaeco prende homem em Santa Cruz do Rio Pardo

Segundo MP, ele atuava em esquema de pagamento a PMs em troca de segurança

15/07/2020 - 09h56 atualizado às 05h00

Gaeco/Reprodução

Gaeco realiza operação na região de Bauru

Na manhã desta quarta-feira (15), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP) de Bauru apoiou operação deflagrada pelo núcleo do órgão em Londrina, no Paraná, em parceria com a Corregedoria da Polícia Militar (PM), e cumpriu mandado de busca em uma propriedade localizada em Santa Cruz do Rio Pardo (90 quilômetros de Bauru), prendendo uma pessoa que estava no município.

O homem, que não teve nome divulgado, teve a prisão temporária decretada a pedido do MP do Paraná em investigação que apura denúncia de que policiais militares lotados em posto da Polícia Ambiental no Paraná estariam recebendo benefícios ilegais para garantir a segurança de propriedades rurais e, em alguns casos, permitir infrações ambientais.

"A pessoa que foi presa é administradora de uma fazenda na região de Cornélio Procópio", contou o MP em nota. "Apurou-se que também participava do esquema delituoso, consistente no pagamento de vantagens para que os policiais militares integrantes da Força Verde promovesse a segurança da propriedade rural e a proteção para outros ilícitos".

Ainda de acordo com o órgão no Paraná, as demais ordens judiciais (prisão temporária e busca e apreensão) foram cumpridas na região de Londrina (Londrina, São Sebastião da Amoreira, Leópolis e Cornélio Procópio). "Trata-se de investigação destinada a apurar cometimento de delitos diversos (corrupção, peculato e crimes ambientais, entre outros), diz.

"Consta que proprietários se associaram a policiais militares integrantes da Força Verde (Polícia Militar Ambiental do Estado do Paraná), sendo que teria havido pagamentos diversos dos particulares para os policiais ocuparem-se da segurança e proteção das propriedades rurais. É objeto ainda da investigação o desvio de combustível utilizado nos veículos da Força Verde. Consta que os policiais militares investigados recebiam combustível de uma usina na região e desviavam o combustível fornecido pelo Estado".

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