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Regional

'Parecia um cenário de guerra'

Moradores do Centro de Botucatu contam o medo que sentiram no tiroteio em ataque de assaltantes a cofre de agência bancária

por Vinicius Bomfim

31/07/2020 - 05h00

Vinicius Bomfim

Claudio Germano, 52 anos, que teve sua casa atingida por tiros de fuzil

Botucatu - A declaração do morador que presenciou de perto o confronto entre os policiais e criminosos na rua Rangel Pestana, no ataque a banco no Centro de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), Claudio Germano, de 52 anos, representa o terror que os botucatuenses sentiram na noite de quarta (29) e madrugada de quinta (30). "Parecia um cenário de guerra".

Ele conta que deitou no chão para se proteger. "Quando os tiros começaram, por volta da meia-noite, ficamos assustados e, de repente, as balas começaram a atingir a frente da minha casa. Eu, minha esposa e meus filhos ficamos deitados no chão por uma hora. Foi assustador", conta Claudio, que mora com a esposa e outros cinco filhos. Além da casa, o homem teve seus dois carros atingidos pelos disparos. Um dos veículos, um Gol, teve o vidro traseiro estilhaçado, enquanto o outro, um Monza, foi atingido nos pneus e para-choque.

O bando fez reféns e outros moradores do Centro também relataram o medo que enfrentaram na madrugada. "Eu estou aterrorizado, nem em campo de guerra acontece umas coisas dessas", lamenta Paulo de Oliveira, de 59 anos. Segundo o munícipe, ele saiu de casa para ver o que estava acontecendo, mas, no mesmo instante, voltou para se esconder. "Quando me dei conta que era na rua atrás da minha casa, eu voltei rápido. Fiquei assustado e junto com a minha esposa e enteado ficamos escondidos", relata.

CARROS ROUBADOS

Um morador próximo da região central vivenciou outra situação além dos disparos. O italiano Pascqualino de Cornacchia, 55 anos, que vive com a esposa de 52 anos e um filho de 10, teve os dois carros roubados pelos criminosos.

"Eu estava dormindo, acordei com os disparos e vi que batiam forte na minha porta. Quando eles conseguiram quebrar a porta, cerca de quatro criminosos entraram com fuzil, me pediram as chaves dos meus dois carros. Ajoelhei e entreguei as chaves", declara sobre o medo que viveu.

O italiano conta que Botucatu é tranquila e não imaginava passar por uma situação dessas. "Arrebentaram meu portão, entraram com fuzil e me roubaram. Estou completamente assustado. Pretendo voltar para a Itália depois de ter passado por isso", afirma Pascqualino, que, ainda tenso com a situação, conversou com o JC de dentro da casa e pediu para não ser fotografado.

Veja aos vídeos:

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