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Garça: Estudo visa café mais rentável

Os pesquisadores da APTA avaliam 20 cultivares de café para saber as mais adequadas às características da região

01/08/2020 - 05h00

Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado

Região de Garça cultiva mais de 12 mil hectares de café e produz entre 600 mil a 1 milhão de sacas por safra

Garça - Melhorar a rentabilidade do cafeicultor, agregando produtividade e qualidade de bebida. Este é o objetivo de pesquisa realizada em Garça pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado. Os trabalhos dos pesquisadores, com previsão de conclusão em 2024, buscam selecionar cultivares de café adaptadas às características de solo e clima da região, que cultiva mais de 12 mil hectares de café e produz entre 600 mil a 1 milhão de sacas por safra.

Os estudos começaram em 2013, em área de 1,8 hectare, financiada pelo Grupo Perez, em Vera Cruz. "O café é bebida apreciada no mundo todo, com elevada demanda. Apesar de existirem inúmeras cultivares plantadas comercialmente, é fundamental o estudo do comportamento desses genótipos para aumentar a lista de recomendação aos cafeicultores regionais", diz Adriana Novais Martins, pesquisadora da APTA de Marília.

O projeto estuda 20 cultivares de café e o experimento é instalado com 23 tratamentos distintos para as plantas. A pesquisa avalia cultivares desenvolvidas pelo Instituto Agronômico (IAC-APTA), responsável pelo café que está em 90% das lavouras brasileiras, além de materiais desenvolvidos pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná).

A partir dessas avaliações, os pesquisadores esperam analisar cultivares de café arábica, em cultivo irrigado. Segundo a pesquisadora, as cultivares também são avaliadas com relação à qualidade de grãos, bebida e análise de raiz. "Em posse dos resultados agronômicos, será realizada análise econômica e de rentabilidade comparando os materiais genéticos e determinando a viabilidade econômica para os sistemas produtivos regionais", explica.

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