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Embraer e Sindicato fecham acordo

Empresa irá manter plano de saúde e vale alimentação de funcionários demitidos no início deste mês até junho de 2021

por Lilian Grasiela

12/09/2020 - 05h00

Éder Azevedo/JC Imagens

80 funcionários da Embraer de Botucatu foram demitidos e outros 120 aderiram ao PDV da empresa

Botucatu - O Sindicato dos Metalúrgicos de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) fechou nesta sexta-feira (11) um acordo coletivo com a Embraer referente aos desligamentos ocorridos no último dia 3 de setembro (leia mais abaixo). Segundo a entidade, os funcionários demitidos terão alguns benefícios mantidos durante dez meses.

Pela proposta feita pela companhia, aceita pelo Sindicato, os colaboradores que tiveram os seus contratos de trabalho rescindidos terão direito a plano de saúde familiar e vale alimentação no valor mensal de R$ 450,00 até junho de 2021.

"A Embraer também reforçou o compromisso de preferência pela recontratação desses profissionais, conforme a retomada do mercado aconteça e de acordo com a política de recursos humanos da companhia", afirma a empresa em nota.

Questionada pela reportagem, a Embraer não informou quantos funcionários da unidade de Botucatu foram demitidos. O presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Guimarães da Silva, conta que a medida atingiu 80 trabalhadores do município.

De acordo com ele, outros cerca de 120 funcionários aderiram ao plano de demissão voluntária (PDV) da empresa. "O setor aeronáutico fez um estudo e aponta a volta das atividades de produção para 2023 só. O setor aéreo foi bem afetado", diz. "Para quem tinha sido demitido, nós conseguimos um benefício a mais, até junho".

DEMISSÕES

Conforme divulgado pelo JC, a Embraer anunciou no último dia 3 a demissão de 900 funcionários no país, o equivalente a 4,5% do seu efetivo total. As demissões atingiram a planta de Botucatu, que tinha média de 1.800 empregados e é responsável pela fabricação de peças e estruturas para aeronaves e montagem de fuselagens.

Segundo a empresa, os desligamentos decorrem dos impactos causados pela Covid-19 na economia global e do cancelamento da parceria com a Boeing. Em nota, a Embraer disse que, no primeiro semestre deste ano, a entrega de aeronaves de aviação comercial sofreu redução de 75% em comparação com o mesmo período de 2019.

 

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