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Zilor investe R$ 250 mi em nova usina

Unidade termelétrica será instalada em Lençóis Paulista e energia será produzida a partir do bagaço da cana-de-açúcar

por Lilian Grasiela

21/07/2021 - 05h00

Zilor/Divulgação

Termelétrica será instalada na Usina Barra Grande, em Lençóis Paulista, em concessão de 20 anos

Lençóis Paulista - Após vencer um leilão para fornecimento de energia promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no início deste mês, a Zilor, multinacional do setor sucroenergético, anunciou que irá investir R$ 250,1 milhões na instalação de termelétrica na Usina Barra Grande, em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru). A nova unidade, que irá gerar energia a partir do bagaço de cana-de-açúcar, deve entrar em operação em abril de 2024.

A empresa explica que, em 20 anos, prazo da concessão, irá fornecer 169.068 MWh/ano, pelo valor de R$ 188,00/MWh, com reajuste anual pelo IPCA. "O volume de energia vendido no leilão representa crescimento de, aproximadamente, 30% na cogeração de energia da Companhia, contribuindo para diversificação dos negócios da Companhia e maior previsibilidade na geração de caixa", diz.

O investimento previsto para o projeto da Usina Barra Grande 2, no total de R$ 250,1 milhões, será desembolsado durante os próximos três anos e os valores, de acordo com a Zilor, serão direcionados para a aquisição de caldeira, turbo geradores e demais equipamentos, além da modernização do parque industrial, moendas e consumo de vapor para a operação da termelétrica em Lençóis.

"O investimento irá gerar ganhos de receita e melhoria operacional no parque industrial, com maior eficiência (em virtude dos novos equipamentos e otimizações de processo), além de novas oportunidades de desenvolvimento local; e com a movimentação da economia, por meio da contratação de empresas de construção civil e mão de obra especializada durante a implantação do projeto", conta o gerente de Energia Elétrica da Zilor, Gil Mesquita de Oliveira Rabello Queiroz.

ENERGIA LIMPA

Segundo a empresa, a energia comercializada, gerada a partir do bagaço da cana-de-açúcar, foi vendida para as distribuidoras e será consumida, em sua maioria, por residências. "A bioeletricidade gerada a partir da cana-de-açúcar, por meio da biomassa, é uma das mais importantes da matriz elétrica brasileira, contribuindo diretamente para o SIN (Sistema Interligado Nacional)", informa em nota.

"Estamos num momento crítico de abastecimento de energia elétrica em nosso país. A energia que produzimos é limpa e renovável, e é cada vez mais necessária para o planeta. A produção de energia de 169.068 MWh/ano na unidade Barra Grande será capaz de abastecer uma cidade com aproximadamente 170 mil habitantes/ano", ressalta o diretor-presidente da Zilor, Fabiano Zillo.

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