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Mulher com medida protetiva é assassinada em Paulistânia e a polícia procura o ex-marido

Comerciante de 41 anos foi encontrada com um punhal cravado na nuca

por Lilian Grasiela

21/07/2021 - 05h00

Reprodução/Facebook

Suzete da Silva, 41 anos, foi encontrada com punhal cravado na nuca

Paulistânia - Uma comerciante de 41 anos foi encontrada morta dentro da própria residência, com punhal cravado na nuca, na noite desta segunda-feira (19), no Centro de Paulistânia (48 quilômetros de Bauru). O ex-marido dela, um autônomo de 50 anos, que teria confessado o crime a familiares, é o principal suspeito. Segundo a polícia, ele não aceitava o término do relacionamento e já foi preso duas vezes por desrespeitar medida protetiva que o impedia de se aproximar da vítima. A pedido da Polícia Civil, o homem teve a prisão temporária decretada pela Justiça no fim da tarde desta terça-feira (20).

De acordo com o registro policial, Suzete da Silva foi encontrada por policiais militares já sem vida, por volta das 20h, deitada de bruços, com punhal cravado na nuca, no interior de sua casa, na avenida José Francisco Casaca. Momentos antes, o ex-marido dela, P.R.S. (apenas as iniciais foram divulgadas), de 50 anos, teria telefonado para um familiar para contar que havia matado a vítima.

O local foi periciado e o corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Bauru para realização de exame necroscópico. O delegado Luiz Puccinelli, que está respondendo pelo expediente da Delegacia de Paulistânia, conta que não foi possível detectar se a mulher tinha outras perfurações. "O laudo vai apontar se ela teve algum outro tipo de lesão ou algum outro tipo de ferimento", afirma.

Segundo o delegado, o ex-marido da comerciante, principal suspeito, fugiu no carro dela, que foi encontrado abandonado em Duartina. "Ele já foi preso duas vezes por descumprir medidas protetivas em relação a ela, uma em 2018 e outra agora, no dia 1 de janeiro de 2021. Ele saiu há pouco mais de um mês (da prisão) e é suspeito de cometer esse crime bárbaro contra a ex-mulher", declara. 

A reportagem apurou que, anteontem, teria ocorrido uma audiência virtual relativa a um desses processos. Apesar das buscas feitas pela polícia, até o fechamento desta edição, o autônomo não havia sido localizado. O caso foi registrado como homicídio qualificado (feminicídio) e segue sob investigação. O corpo de Suzete, que deixa dois filhos, foi sepultado ontem à tarde, no Cemitério de Cabrália Paulista.

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