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Em Paulistânia, homem é preso e confessa assassinato da ex-esposa

Segundo a polícia, ele demonstrou frieza e disse que havia 'alertado' a vítima que a mataria se ela não voltasse com ele

por Lilian Grasiela

22/07/2021 - 05h00

Reprodução/redes sociais

Paulo Roberto da Silva, de 50 anos, foi preso nesta quarta-feira (21) pela Polícia Militar

Paulistânia - O autônomo Paulo Roberto da Silva, de 50 anos, suspeito de matar a ex-mulher, a comerciante Suzete da Silva, 41 anos, com golpe de punhal na nuca, na noite da última segunda-feira (19), foi preso no fim da manhã desta quarta-feira (21), em Paulistânia (48 quilômetros de Bauru). Segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime, sem demonstrar arrependimento, e disse que havia "alertado" a vítima de que a mataria caso ela não reatasse o relacionamento com ele.

O delegado Luiz Puccinelli, responsável pelas investigações, conta que o suspeito foi preso por uma equipe da Polícia Militar (PM) próximo à residência onde a comerciante foi morta, na avenida José Francisco Casaca, no Centro, onde também há um restaurante que pertencia a ela. "Após o crime, ele fugiu para Duartina e, depois, voltou a pé para Paulistânia. Durante o dia, ele ficava escondido e, à noite, ia para a casa", revela.

De acordo com Puccinelli, o autônomo confessou o crime, mas não quis revelar detalhes sobre como matou a ex-mulher. "Ele fala que matou porque não aceitou o fim do relacionamento. Ele foi bem frio e falou que já tinha avisado que, se ela não voltasse com ele, iria matá-la. E disse que não se arrependia também", diz. O homem, que estava com prisão temporária decretada por 30 dias, foi conduzido à Cadeia Pública de Avaí.

O delegado explica que ele irá responder por homicídio qualificado, por feminicídio. "Vou concluir o inquérito e representar pela prisão preventiva dele para que ele fique preso por prazo indeterminado, pelo menos até o julgamento", declara. Segundo ele, existe a possibilidade da filha de 6 anos do casal ter presenciado a morte da mãe, fato que poderá resultar em um aumento de pena no caso de uma eventual condenação.

O CRIME

Conforme divulgado pelo JC, Suzete da Silva foi encontrada por policiais militares já sem vida, por volta das 20h de segunda-feira, de bruços, com punhal cravado na nuca, dentro de sua casa. Momentos antes, o ex-marido dela teria telefonado para familiar para contar que havia matado a vítima. O carro da comerciante, usado pelo suspeito na fuga, foi encontrado abandonado em Duartina.

De acordo com o delegado Luiz Puccinelli, o autônomo havia sido preso duas vezes por descumprir medidas protetivas de urgência que o impediam de se aproximar da ex-mulher, no ano de 2018 e no dia 1 de janeiro deste ano, e estava em liberdade há pouco mais de um mês. A reportagem apurou que, no dia do homicídio, teria ocorrido uma audiência virtual relativa a um desses processos.

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