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Santa Cruz: Polícia Civil reitera o pedido de prisão preventiva de padre

Por ser feriado municipal, o pedido não foi analisado pela Justiça nesta 6ª; religioso ainda não foi ouvido pela polícia

por Lilian Grasiela

14/05/2022 - 05h00

Reprodução/IBTV

Câmera de segurança registrou o momento do atropelamento

Santa Cruz do Rio Pardo - A Polícia Civil de Santa Cruz do Rio Pardo reiterou pedido de decretação da preventiva do padre Gustavo Trindade dos Santos, suspeito de atropelar Angelo Marcos dos Santos Nogueira, 40 anos, que havia furtado peças de roupa da casa paroquial da Igreja de São Sebastião, na noite do último sábado (7). Até fechamento desta edição, por ser feriado na cidade, a Justiça não havia analisado o novo pedido, feito na quinta (12).

Para a Polícia Civil, a decretação da prisão preventiva do padre é necessária para garantir a aplicação da lei penal e para conveniência da instrução processual. Para justificar a reiteração do pedido de prisão, a polícia alegou que o religioso estaria tumultuando a investigação ao fazer a equipe policial se deslocar para outra cidade, a seu pedido, enquanto fornece outro endereço nos autos.

Além disso, segundo a polícia, apesar da defesa divulgar nota afirmando que Santos está à disposição para prestar esclarecimentos, a mesma defesa diz que ele não pode ser encontrado no endereço de sua ordem por estar "em trânsito". O advogado do padre, César Augusto Moreira, preferiu não se manifestar sobre o novo pedido e declarou que aguardará decisão judicial.

No último dia 7, por volta das 20h40, câmera de segurança na avenida Tiradentes, no Centro, registrou o momento em que um carro da Diocese perseguiu e atropelou, na calçada, homem que havia furtado roupas da igreja. Após o atropelamento, o condutor, identificado como Gustavo Trindade dos Santos, pároco da Paróquia de São Sebastião, engatou ré e deixou o local sem prestar socorro à vítima. A ocorrência foi registrada como tentativa de homicídio.

Na segunda (9), o veículo conduzido pelo religioso foi localizado em um imóvel da Diocese e submetido à perícia. A Polícia Civil representou pela prisão preventiva do padre, mas, acolhendo parecer contrário do Ministério Público, na terça (10), a Justiça negou o pedido. Na decisão, porém, o Juízo determinou a quebra do sigilo telefônico de Santos, que foi afastado de suas atividades religiosas. Na quarta (11), acompanhado de dois advogados, o religioso apresentou-se no Fórum de Santa Cruz do Rio Pardo e informou um novo endereço, na Capital. Até esta sexta (13), porém, ele não havia sido ouvido pela Polícia Civil para apresentar a sua versão dos fatos. A reportagem apurou que o suspeito do furto seguia internado em estado grave.

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