Bauru e grande região

Rural

"Apagão" na zona rural é discutido

Audiência pública na Câmara de Bauru debateu os problemas constantes de energia e a demora da CPFL em resolver o problema nesses locais

04/12/2015 - 07h00

Pedro Romualdo/Divulgação
Clauber de Marchi Pazin, da CPFL, respondeu aos vários questionamentos dos presentes

A Câmara Municipal de Bauru, atendendo solicitação do vereador Francisco Carlos de Góes (Carlão do Gás), realizou audiência pública para discutir as constantes interrupções de energia elétrica na zona rural. Para se ter uma ideia, somente em novembro, segundo o Sindicato Rural da cidade, a entidade registrou 154 reclamações de produtores.
O encontro também abordou a grande demora por parte da CPFL Paulista em restabelecer o fornecimento da energia elétrica. Gerente de Serviço de Campo da companhia, Clauber de Marchi Pazin argumentou que, nos mais de 100 anos de existência da concessionária, foi registrado o “pior temporal de sua história” no mês passado.
Ele ainda disse que 80% das interrupções de energia se deve à queda de árvores. “O problema não é a chuva e sim o vento”, pontuou.
O titular da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Sagra), Chico Maia, assim como outros participantes da audiência, reclamou dos serviços prestados pela CPFL, principalmente o ‘0800’, que não atende as solicitações dos contribuintes.
Diretor da Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes), José Carlos Fernandes cobrou uma ação preventiva da companhia em situações emergentes, além de defender um melhor projeto de arborização para o município.
O presidente do Sindicato Rural de Bauru, Maurício Lima Verde, apontou o grande número de reclamações dos produtores e ainda recomendou ação no Ministério Público para ressarcimento de prejuízo.

‘Segue as norma’
Clauber Pazin, respondendo algumas cobranças formuladas durante a audiência pública, garantiu que a CPFL segue as normas determinadas pela Anael e, portanto, faz o ressarcimento do prejuízo ao consumidor (eletrodomésticos) quando comprovado que o problema foi provocado por queda de energia. Observou, porém, que não há reembolso para produtos perecíveis que são perdidos.
Também aconselhou, além de solicitar apoio, a divulgação de um trabalho de conscientização junto aos produtores rurais para que se amplie a distância de 5 para 30 metros na plantação de eucaliptos no curso da passagem da rede elétrica na zona rural.

'Chuva não é maldita'

O meteorologista do Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet) José Carlos Figueiredo disse que o índice de chuva no mês passado foi normal em relação ao previsto. 

Já novembro dos anos anteriores ficou abaixo da média e acrescentou: “a chuva não é maldita e sim, benéfica”.