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Conab estima queda de 5,4% em grãos

10/06/2016 - 09h00

Produção brasileira de grãos deve chegar a 196,5 milhões de toneladas na safra 2015/2016. O volume representa uma redução de 5,4%, ou 11,2 milhões de toneladas a menos do que a safra anterior, que foi de 207,7 milhões. As estimativas estão no nono levantamento da safra, divulgado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o órgão, o resultado se deve às estiagens prolongadas e altas temperaturas que prejudicaram a primeira e segunda safras do milho durante o ciclo vegetativo. 
A primeira safra, com uma produção de 26,2 milhões de toneladas, sofreu uma queda de 3,9 milhões. Já a segunda safra, que começa a ser colhida em junho, tem previsão de 50 milhões, o que representa recuo de 4,6 milhões. 

No total, a produção nacional de milho deverá ser de 76,2 milhões de toneladas contra 84,6 milhões da safra 2014/2015.

Já a soja, responsável por 48,7% da produção nacional de grãos, mesmo afetada pelo clima, registrará produção de 95,6 milhões de toneladas, 0,6% menos que na safra passada, que foi de 96,2 milhões de toneladas.

Outras culturas

Para arroz, feijão e algodão, a estimativa também é de recuo na produção total, por causa da redução na área plantada e pela estiagem ocorrida no período. Entre as culturas de inverno, o trigo é destaque, com uma produção de 5,9 milhões de toneladas, 6,3% superior à safra anterior, que chegou a 5,5 milhões.

O estudo da Conab mostra, ainda, que a área cultivada de grãos em todo o País deve chegar a 58,2 milhões de hectares, o que representa um aumento de 0,4% em relação à safra 2014/2015, quando foram cultivados 57,9 milhões.

O nono levantamento da safra de grãos está disponível na página da Conab: https://www.conab.gov.br/.

Levantamento IBGE

Já o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de maio, também divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima uma safra de 195,9 milhões de toneladas em 2016, um recuo de 6,5% em relação à produção de 2015, quando totalizou 209,4 milhões de toneladas. A nova projeção é ainda 4,6% menor do que o previsto em abril, com 9,5 milhões de toneladas a menos. 

Se confirmada, será a maior queda em volume (13,5 milhões de toneladas) da série histórica iniciada em 1975.

A estimativa da área a ser colhida pelos produtores agrícolas brasileiros em 2016 é de 57,7 milhões de hectares, um crescimento de 0,2% em relação a 2015, quando foi de 57,6 milhões de hectares.