Bauru e grande região

Saúde

Amamentação cruzada traz riscos para a saúde do bebê

Em caso de dificuldade no aleitamento, a indicação é procurar um banco de leite

por Evelin Azevedo

29/04/2018 - 01h00

Pixabay
A "descida do leite" normalmente ocorre depois do terceiro ou quarto dia do pós-parto

Na novela "O outro lado do paraíso", o médico Samuel (Eriberto Leão) ofereceu o leite de sua mulher Suzy (Ellen Rocche) para alimentar o filho recém-nascido de Karina (Malu Rodigues) e Diego (Arthur Aguiar). A atitude que parece gentil é, na verdade, perigosa. A amamentação cruzada (quando uma mulher amamenta diretamente do peito o filho de outra) pode transmitir doenças infectocontagiosas para o bebê.

"Essa era uma prática muito comum antigamente, mas com o aparecimento da Aids, na década de 1980, a passou a ser não ser mais recomendada por causa da transmissão de doenças via leite materno, como o vírus HIV, entre outros", explica Elsa Giugliani, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

De acordo com a médica, nos primeiros dias pós-parto é normal que a produção do leite seja baixa, considerando que o bebê não precisa de tanto alimento. "Não existe leite fraco, todo leite que a mulher produz é adequado para o bebê. Pode acontecer de ser pouco. Mas, à medida que os dias vão passando, a produção aumenta. A "descida do leite" normalmente ocorre depois do terceiro ou quarto dia do pós-parto", afirma Elsa.

Para receber leite é preciso prescrição

a novela "O outro lado do paraíso", o médico Samuel (Eriberto Leão) ofereceu o leite de sua mulher Suzy (Ellen Rocche) para alimentar o filho recém-nascido de Karina (Malu Rodigues) e Diego (Arthur Aguiar). A atitude que parece gentil é, na verdade, perigosa. A amamentação cruzada (quando uma mulher amamenta diretamente do peito o filho de outra) pode transmitir doenças infectocontagiosas para o bebê.

"Essa era uma prática muito comum antigamente, mas com o aparecimento da Aids, na década de 1980, a passou a ser não ser mais recomendada por causa da transmissão de doenças via leite materno, como o vírus HIV, entre outros", explica Elsa Giugliani, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

De acordo com a médica, nos primeiros dias pós-parto é normal que a produção do leite seja baixa, considerando que o bebê não precisa de tanto alimento. "Não existe leite fraco, todo leite que a mulher produz é adequado para o bebê. Pode acontecer de ser pouco. Mas, à medida que os dias vão passando, a produção aumenta. A "descida do leite" normalmente ocorre depois do terceiro ou quarto dia do pós-parto", afirma Elsa.