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Saúde

Beber, mesmo moderadamente, faz mal

Pesquisa conclui que qualquer quantidade de álcool aumenta risco de sofrer um derrame

por Evelin Azevedo

28/04/2019 - 07h00

Pixabay
Cervejas e destilados foram objetos da pesquisa

Um estudo publicado na revista científica The Lancet contesta a teoria de que tomar bebidas alcoólicas com moderação pode proteger o corpo de algumas doenças. A pesquisa, conduzida por especialistas do Reino Unido e da China que acompanharam 500 mil adultos chineses durante dez anos, destaca que mesmo a ingestão moderada de álcool pode aumentar a pressão arterial e o risco de acidente vascular cerebral, o popular derrame. A doença é a que mais mata no Brasil e a que mais causa incapacidade no mundo.

Segundo os cientistas, as conclusões são a evidência mais segura até então sobre os efeitos diretos do álcool no organismo e valem para qualquer sociedade no planeta.

Os pesquisadores, ligados à Universidade de Oxford, à Universidade de Pequim e à Academia de Ciências Médicas da China, verificaram que uma ou duas doses por dia aumentariam o risco de derrame entre 10% e 15%, percentual que saltaria para cerca de 35% com o consumo de quatro doses por dia. Uma dose é definida como uma taça de vinho ou uma garrafa de cerveja ou uma medida padrão de destilado.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 2,3 bilhões de pessoas no mundo consumam bebidas alcoólicas, com uma média de 33g por dia, o que equivale a aproximadamente duas taças de 150 ml de vinho, uma garrafa de cerveja de 750 ml ou duas doses de 40 ml de destilado.

O estudo não encontrou nenhum indício de que a ingestão de bebidas, ainda que de forma reduzida, tivesse efeito "protetor".

"As alegações de que o vinho e a cerveja têm efeitos protetores mágicos não se sustentam", diz Richard Peto, coautor do estudo e professor de estatísticas médicas e epidemiologia na Universidade de Oxford.

Chineses são parâmetro para avaliação

Um estudo publicado na revista científica The Lancet contesta a teoria de que tomar bebidas alcoólicas com moderação pode proteger o corpo de algumas doenças. A pesquisa, conduzida por especialistas do Reino Unido e da China que acompanharam 500 mil adultos chineses durante dez anos, destaca que mesmo a ingestão moderada de álcool pode aumentar a pressão arterial e o risco de acidente vascular cerebral, o popular derrame. A doença é a que mais mata no Brasil e a que mais causa incapacidade no mundo.

Segundo os cientistas, as conclusões são a evidência mais segura até então sobre os efeitos diretos do álcool no organismo e valem para qualquer sociedade no planeta.

Os pesquisadores, ligados à Universidade de Oxford, à Universidade de Pequim e à Academia de Ciências Médicas da China, verificaram que uma ou duas doses por dia aumentariam o risco de derrame entre 10% e 15%, percentual que saltaria para cerca de 35% com o consumo de quatro doses por dia. Uma dose é definida como uma taça de vinho ou uma garrafa de cerveja ou uma medida padrão de destilado.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 2,3 bilhões de pessoas no mundo consumam bebidas alcoólicas, com uma média de 33g por dia, o que equivale a aproximadamente duas taças de 150 ml de vinho, uma garrafa de cerveja de 750 ml ou duas doses de 40 ml de destilado.

O estudo não encontrou nenhum indício de que a ingestão de bebidas, ainda que de forma reduzida, tivesse efeito "protetor".

"As alegações de que o vinho e a cerveja têm efeitos protetores mágicos não se sustentam", diz Richard Peto, coautor do estudo e professor de estatísticas médicas e epidemiologia na Universidade de Oxford.