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Saúde

Mães de primeira viagem

Parto cesárea também pode ser humanizado

por Ludimila Honorato

12/05/2019 - 07h00

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Proximidade do parto deixa mulher ansiosa

Há alguns anos tem se falado em humanização do parto, muito mais relacionada a experiências positivas vivenciadas pela mulher durante o parto vaginal. Parir em casa, na água e nada de intervenções médicas viraram sinônimos de humanização - embora analgesia e hospital também façam parte disso. No entanto, há medidas que podem ser adotadas em uma cesárea, e no parto normal, que tornam o procedimento também humanizado.

A humanização do parto é, na verdade, uma prática médica que deveria ser padrão para todas as mulheres, não um privilégio, segundo avalia o obstetra Alberto Guimarães. No caso do parto vaginal, atender às vontades da mulher de como se posicionar, se terá analgesia ou não, se poderá dar à luz em casa ou no hospital, faz parte desse atendimento.

"Um parto respeitoso cabe em todas as condições. (Na cesárea), não pode ser um arrancamento de bebê", diz o médico, defensor do parto humanizado e criador do programa "Parto Sem Medo". Carolina Burgarelli, ginecologista e obstetra da Maternidade Pro Matre Paulista, afirma que a humanização do parto é a "inclusão da mulher em um cenário como protagonista de tudo o que está acontecendo. Isso é o primeiro passo para ela se sentir bem e respeitada, seja qual for o parto".

Essa forma de lidar com a mulher e a gestação cabe também antes do parto. Os especialistas avaliam que uma boa relação entre médico e paciente, em que ambos discutem o plano de parto e a mulher tem um panorama de tudo o que está acontecendo com ela e com o bebê, é essencial. Isso faz com que ela se sinta mais tranquila para escolher se quer dar à luz por meio vaginal ou de uma cesárea.

No caso da cirurgia, Carolina diz que algumas práticas já foram abandonadas, embora ela ainda afirme ouvir relatos de mulheres que as vivenciaram. "Não tem motivo para manter as mãos (da gestante) amarradas. Precisa ter um suporte lateral, porque o braço solto pode contaminar o ambiente cirúrgico, mas ela pode se movimentar um pouco. A equipe conversar com ela, explicando o que está sendo feito, faz ela se sentir mais segura", diz.

Assim como no parto normal, o bebê que nasce com boa saúde na cesárea pode ir diretamente para a mãe caso ela também esteja em boas condições. "Depois do nascimento, o corte do cordão umbilical pode ser feito após parar de pulsar. O bebê é levado para o contato pele a pele com a mãe, que pode, inclusive, amamentar na sala", diz Carolina.

Guimarães acrescenta outras medidas que podem ser adotadas: ambiente com pouca luz e temperatura agradável para a mulher, uma playlist de músicas que ela goste ao fundo e médicos focados na assistência, sem falar sobre assuntos aleatórios.

Experiências positivas e negativas

Há alguns anos tem se falado em humanização do parto, muito mais relacionada a experiências positivas vivenciadas pela mulher durante o parto vaginal. Parir em casa, na água e nada de intervenções médicas viraram sinônimos de humanização - embora analgesia e hospital também façam parte disso. No entanto, há medidas que podem ser adotadas em uma cesárea, e no parto normal, que tornam o procedimento também humanizado.

A humanização do parto é, na verdade, uma prática médica que deveria ser padrão para todas as mulheres, não um privilégio, segundo avalia o obstetra Alberto Guimarães. No caso do parto vaginal, atender às vontades da mulher de como se posicionar, se terá analgesia ou não, se poderá dar à luz em casa ou no hospital, faz parte desse atendimento.

"Um parto respeitoso cabe em todas as condições. (Na cesárea), não pode ser um arrancamento de bebê", diz o médico, defensor do parto humanizado e criador do programa "Parto Sem Medo". Carolina Burgarelli, ginecologista e obstetra da Maternidade Pro Matre Paulista, afirma que a humanização do parto é a "inclusão da mulher em um cenário como protagonista de tudo o que está acontecendo. Isso é o primeiro passo para ela se sentir bem e respeitada, seja qual for o parto".

Essa forma de lidar com a mulher e a gestação cabe também antes do parto. Os especialistas avaliam que uma boa relação entre médico e paciente, em que ambos discutem o plano de parto e a mulher tem um panorama de tudo o que está acontecendo com ela e com o bebê, é essencial. Isso faz com que ela se sinta mais tranquila para escolher se quer dar à luz por meio vaginal ou de uma cesárea.

No caso da cirurgia, Carolina diz que algumas práticas já foram abandonadas, embora ela ainda afirme ouvir relatos de mulheres que as vivenciaram. "Não tem motivo para manter as mãos (da gestante) amarradas. Precisa ter um suporte lateral, porque o braço solto pode contaminar o ambiente cirúrgico, mas ela pode se movimentar um pouco. A equipe conversar com ela, explicando o que está sendo feito, faz ela se sentir mais segura", diz.

Assim como no parto normal, o bebê que nasce com boa saúde na cesárea pode ir diretamente para a mãe caso ela também esteja em boas condições. "Depois do nascimento, o corte do cordão umbilical pode ser feito após parar de pulsar. O bebê é levado para o contato pele a pele com a mãe, que pode, inclusive, amamentar na sala", diz Carolina.

Guimarães acrescenta outras medidas que podem ser adotadas: ambiente com pouca luz e temperatura agradável para a mulher, uma playlist de músicas que ela goste ao fundo e médicos focados na assistência, sem falar sobre assuntos aleatórios.