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Saúde

Dedos de crianças são reconstituídos com pele de tilápia

O peixe de água doce está sendo utilizado no procedimento cirúrgico de crianças com a síndrome de Apert

08/11/2021 - 11h43

Viktor Braga / UFC

A pele de tilápia evoluiu de um curativo para tratar queimaduras e ferimentos para um biomaterial que prepara a pele para receber enxertos

A cada 70 mil nascidos no mundo, um nasce com a síndrome de Apert. Uma das características da doença, é a fusão dos dedos das crianças, e uma matéria veiculada no portal da UOL explica uma nova técnica cirúrgica com uso do peixe tilápia para corrigir tal anomalia.

Em prol da melhora no processo de reconstituição dos dedos e otimização da recuperação de pacientes, uma parceria entre a Universidade Federal do Ceara (UFC) e a o Hospital Sobrapar - Crânio e Face, de Campinas, está utilizando pedaços de pele de tilápia para alcançar os objetivos.

As primeiras cirurgias aconteceram em setembro deste ano, e foi observado uma menor morbidade do tecido enxertado, uma redução no tempo da cirurgia, e melhor pega, ou seja, aderência, do enxerto de pele humana na região em que os dedos separados. O biomaterial reduziu em 50% o número de curativos, baixos os custos do tratamento e aliviou as dores do pós operatório, informa a matéria da UOL.

A área chamada pelos cirurgiões de cruenta, se trata da região que fica sem pele devido à separação cirúrgica dos dedos. Antes do biomaterial da pela de tilápia ser utilizado, era enxertada a pele do abdômen da própria criança para reconstituir o tecido."A perda desses enxertos era grande. Por isso, estávamos procurando algo como um curativo biológico que maximizasse essa pega da pele enxertada", descreve o vice-presidente do Sobrapar, líder da equipe cirúrgica de Campinas, Cássio Eduardo Raposo do Amaral.

Por causa da retirada da pele de tilápia, o ferimento é capaz de receber pedaços mais finos de pele comparado ao abdominal, utilizado nos procedimentos convencionais. Com isso, a pele retirada do couro cabeludo ou do antebraço do paciente, por exemplo, poderiam ser integrados e aumentariam o sucesso da pega da pele, explica a matéria da UOL.

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