Bauru e grande região

Ser

Maduros e digitais

21/04/2019 - 07h00

Reprodução
Rosangela Marcondes tem 150 mil seguidores 

Eles não são famosos que estão envelhecendo e passando a dar dicas pelas redes sociais, mas estão ficando famosos por terem, com mais idade e tempo livre, escolhido plataformas digitais para ocupar as horas, a cabeça e fazer dinheiro.

Não apenas a tecnologia, mas o envelhecimento da população explica o comportamento dos influenciadores digitais mais velhos. Se na década de 1980 os brasileiros com mais de 65 anos eram 4% da população, nos anos 2010 saltaram para 7,4% - a projeção do IBGE é que em 2060 eles já sejam um quarto da população (25,5%).

Assim como os influenciadores digitais jovens, os chamados maduros falam sobre variados assuntos (moda, decoração, alimentação) dialogando tanto com o público sênior quanto com os mais jovens. E por conseguirem falar com esse público idoso crescente, viraram alvo de marcas que também precisam dialogar com eles.

Esse nicho de atuação foi captado pela consultoria de marketing Hype60+, focada no público com mais de 60 anos e que criou neste ano o Silver Maker, um hub de estratégia para fazer a ponte entre marcas e influenciadores. São mulheres como Rosangela Marcondes (Domingo Açucarado e It Avó), que tem 150 mil seguidores no Facebook, além da dupla do Morar.Com.Vc e do trio das Avós da Razão. Lá fora, fazem sucesso nomes como a americana Iris Apfel, que virou ícone da moda depois dos 90 anos e era representada pela atriz Nathalia Timberg na peça Através da Iris, em cartaz até março em São Paulo.

"A gente entende que os influenciadores maduros são estratégicos para as marcas. É uma conversa muito mais autêntica e verdadeira do que colocar uma atriz mais jovem falando com o público sênior", diz Layla Vallias, cofundadora do Hype60+, que tem clientes como a Kimberly Clark e Sesc.

A consultoria é a mesma que divulgou, no último dia 15, a pesquisa Maduros e Digitais: redes sociais, influenciadores e vida digital após os 50 anos, que mostra hábitos de consumo do público sênior. Em entrevista com 533 brasileiros, em parceria com a empresa de pesquisa MindMiners, o levantamento mostra que, quando questionados se se consideram digitais, 74% das pessoas com mais de 60 anos dizem que sim.

DE TUDO UM POUCO

Consumidores como esses incluem Rosangela Marcondes, de 63 anos, que aparece citada na pesquisa da Hype60+ no rol de microinfluenciadores. Foi em 2013 que Rosangela criou o blog Domingo Açucarado, quando estava para se aposentar. De lá para cá, além da conta do blog no Facebook, onde acumula 150 mil seguidores, também criou a conta It Avó no Instagram, onde fala de tudo um pouco, como moda, decoração, família, cotidiano.

"Em 2015 eu comecei a fazer cursos de reinvenção na USP e pensei: ‘Nossa, essas avós que o mercado anuncia não somos nós’. Precisamos contar que essa ‘it avó’ é uma nova velha. É importante que o mercado te entenda como velho para você ter o seu lugar, mesmo que a sua alma seja jovem", conta ela, que no ano passado começou a ver o alcance como influenciadora resultar em trabalhos.

Já participou como modelo recepcionista num evento de banco, fez vídeo para consultoria apresentar a clientes o perfil consumidor dos mais velhos e deu palestra sobre o envelhecimento.

Protagonistas

Eles não são famosos que estão envelhecendo e passando a dar dicas pelas redes sociais, mas estão ficando famosos por terem, com mais idade e tempo livre, escolhido plataformas digitais para ocupar as horas, a cabeça e fazer dinheiro.

Não apenas a tecnologia, mas o envelhecimento da população explica o comportamento dos influenciadores digitais mais velhos. Se na década de 1980 os brasileiros com mais de 65 anos eram 4% da população, nos anos 2010 saltaram para 7,4% - a projeção do IBGE é que em 2060 eles já sejam um quarto da população (25,5%).

Assim como os influenciadores digitais jovens, os chamados maduros falam sobre variados assuntos (moda, decoração, alimentação) dialogando tanto com o público sênior quanto com os mais jovens. E por conseguirem falar com esse público idoso crescente, viraram alvo de marcas que também precisam dialogar com eles.

Esse nicho de atuação foi captado pela consultoria de marketing Hype60 , focada no público com mais de 60 anos e que criou neste ano o Silver Maker, um hub de estratégia para fazer a ponte entre marcas e influenciadores. São mulheres como Rosangela Marcondes (Domingo Açucarado e It Avó), que tem 150 mil seguidores no Facebook, além da dupla do Morar.Com.Vc e do trio das Avós da Razão. Lá fora, fazem sucesso nomes como a americana Iris Apfel, que virou ícone da moda depois dos 90 anos e era representada pela atriz Nathalia Timberg na peça Através da Iris, em cartaz até março em São Paulo.

"A gente entende que os influenciadores maduros são estratégicos para as marcas. É uma conversa muito mais autêntica e verdadeira do que colocar uma atriz mais jovem falando com o público sênior", diz Layla Vallias, cofundadora do Hype60 , que tem clientes como a Kimberly Clark e Sesc.

A consultoria é a mesma que divulgou, no último dia 15, a pesquisa Maduros e Digitais: redes sociais, influenciadores e vida digital após os 50 anos, que mostra hábitos de consumo do público sênior. Em entrevista com 533 brasileiros, em parceria com a empresa de pesquisa MindMiners, o levantamento mostra que, quando questionados se se consideram digitais, 74% das pessoas com mais de 60 anos dizem que sim.

DE TUDO UM POUCO

Consumidores como esses incluem Rosangela Marcondes, de 63 anos, que aparece citada na pesquisa da Hype60 no rol de microinfluenciadores. Foi em 2013 que Rosangela criou o blog Domingo Açucarado, quando estava para se aposentar. De lá para cá, além da conta do blog no Facebook, onde acumula 150 mil seguidores, também criou a conta It Avó no Instagram, onde fala de tudo um pouco, como moda, decoração, família, cotidiano.

"Em 2015 eu comecei a fazer cursos de reinvenção na USP e pensei: ‘Nossa, essas avós que o mercado anuncia não somos nós’. Precisamos contar que essa ‘it avó’ é uma nova velha. É importante que o mercado te entenda como velho para você ter o seu lugar, mesmo que a sua alma seja jovem", conta ela, que no ano passado começou a ver o alcance como influenciadora resultar em trabalhos.

Já participou como modelo recepcionista num evento de banco, fez vídeo para consultoria apresentar a clientes o perfil consumidor dos mais velhos e deu palestra sobre o envelhecimento.