Bauru e grande região

06/10/2019 - 06h00

Empréstimo

A prefeitura enviou na sexta-feira informações e croquis à Câmara, que pediu projetos para analisar o financiamento de R$ 46,6 milhões pedidos por Clodoaldo Gazzetta. As informações foram solicitadas pelo vereador Roger Barude (Cidadania), relator da proposta na Comissão de Justiça. A titular da Seplan, Letícia Kirchner, destaca que foram encaminhados meramente por respeito aos parlamentares.

Desobrigada

Letícia enfatiza que a prefeitura não tem qualquer obrigação legal de elaborar projetos executivos para pleitear o financiamento. Tanto que entre os documentos entregues no Legislativo consta um, assinado pelo Banco do Brasil, reiterando que a solicitação do valor independe deles, diz Letícia. A prefeitura ainda questionou o Banco se, historicamente, algum outro município adotou a medida e a resposta foi negativa, informa a secretária.

Sem pareceres

A prefeitura encaminhou um ofício com algumas informações e uma caixa de croquis, possivelmente de projetos ou esboços de projetos já existentes. Não foram os pareceres dos secretários de Finanças e de Negócios Jurídicos, que também tinham sido pedidos.

Há projetos?

Ainda segundo Letícia Kirchner, 73% dos R$ 46,6 milhões contam com projetos e têm condições de aplicação imediata. Alguns outros dispõem de projetos parciais, como o asfalto da Ferradura. Neste caso, o planejamento para a pavimentação está concluído, mas o de drenagem precisa de ajustes. Já das obras previstas para o Centro, uma parte contaria com proposta, enquanto outra será feita com participação popular, desde que a verba esteja garantida.

Contestação

Tanto para ela quanto para o líder no governo na Câmara, vereador Markinho de Souza (MDB), a principal questão a ser discutida agora diz respeito às necessidades do município e à capacidade da prefeitura de honrar o financiamento futuramente. O parlamentar alerta para o risco da população que vive em ruas de terra e paga IPTU cobrar seus representantes pela dificuldade, sabendo da existência de uma linha crédito não utilizada pelo governo.

os Colegas

O líder do governo na Casa também questiona os parlamentares que enxergam o financiamento como um ato eleitoreiro de Gazzetta. Para Markinho, muitos dos que fazem o apontamento adotam justamente a conduta criticada, pois impediriam melhorias na cidade preocupados com o próprio resultado das urnas.

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