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O Brasil que sonhamos ou queremos!?

por Fabrício Rodrigues

16/10/2019 - 06h00

Sonho um dia com uma política baseada em sua essência, onde o povo seja a prioridade e não o seu voto, onde as políticas públicas sejam efetivas e qualidade, onde realizar um atendimento de qualidade ao cidadão seja o desafio ao invés de manter o poder a qualquer custo. Sonho que um dia o político seja eleito, escolhido ou premiado com a oportunidade de representar o povo, pelo seu conhecimento, talento, trabalho realizado junto à sua comunidade e não por padrinhos políticos, dinheiro, mídia ou por que é "mais legal", simpático, carismático.

Sonho com um Brasil melhor, com um país que seja motivo de orgulho, que tenha sim Jogos Olímpicos, Copa do Mundo, Pan, Rock in Rio entre outros eventos, mas que primeiro tenha um sistema de saúde pública de qualidade, que o paciente não precise passar meses ou anos na fila de espera, esperando por consulta, exame ou tratamento, que a educação seja prioridade, não basta ter frequência, é preciso criar, compartilhar conhecimento, e não simplesmente reproduzir, é preciso ter experiências positivas, compartilhar e desenvolver suas habilidades e competências, é preciso um sistema que transforme o aluno em cidadão consciente, "em um ser pensante".

Sonho com um país em que o político tenha salários compatíveis com o salário da população, não é um absurdo um deputado ganhar R$ 33.000,00 mil reais por mês, mas é inadmissível um trabalhador manter sua família com um salário mínimo, ou seja, R$ 998,00.

Sonho com um país onde o direito de ir e vir não seja privado por buracos, por risco de assalto, ou qualquer que seja o motivo, não há problema em se pagar pedágio, desde que o dinheiro seja revertido na melhoria das vias, não há problema em se pagar IPVA, DPVAT e licenciamento para que eu possa rodar com meu veículo, desde que esse dinheiro seja revertido em sinalização, segurança pública. O problema é que não sabemos para onde os tributos vão.

Sonho com um Brasil melhor, por querer ver meus pais envelhecendo com saúde, por querer viver com qualidade de vida e principalmente por que querer um futuro para os jovens dessa nação. O Brasil de dimensões continentais não é difícil de ser administrar, desde que não esteja nas "mãos de uma só pessoa". O Brasil é dividido em estados, municípios, bairros e casas. É fácil administrar, desde que cada um faça sua parte em seus lares, nas escolas, faculdades, prefeituras, hospitais, câmaras municipais, assembleias legislativas, igrejas, Câmara dos Deputados, Senado e Presidência da República.

O Brasil que eu, você, que todos sonhamos pode demorar muito a acontecer, mas com certeza eu não vou desistir de fazer a minha parte.

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