Bauru e grande região

Articulistas

A experiência Liberal

por Caio Coube

12/11/2019 - 06h00

A derrota do PT na eleição de 2018 era uma hipótese provável considerando-se as revelações da operação Lava Jato e a crise econômica que teve início em 2015. A vitória de Jair Bolsonaro, obscuro deputado federal, candidato por um partido insignificante, é um fenômeno político e social impressionante e que não estava no radar de ninguém.

Depois do fato consumado, surgem as explicações. Venceu o candidato que melhor interpretou o ambiente político/social do momento e concentrou o discurso como sendo a alternativa ante PT, anticorrupção, a favor da segurança, a favor de costumes conservadores. Bingo! A sociedade caminhou para a direita, surgiu alguém que deu cara e voz a este sentimento. Bolsonaro presidente, a mais improvável das manchetes, tornou-se realidade.

É preciso imparcialidade política para analisar a fase de 1994 a 2015, período em que o Brasil foi governado pelo PSDB e pelo PT. Este período será sempre reconhecido pelos avanços sociais do Brasil, com destaque para o aumento real de 150% do salário mínimo e a redução significativa da pobreza. Em 2001, brasileiros da classe D eram 56,8% da população. Em 2018, o percentual de brasileiros destas classes caiu para 22,1%. O Brasil deixou de ser um país de maioria da população pobre.

Este grande avanço social não é de graça e tem um custo para a sociedade. A carga tributária aumentou de 22% para 34% do PIB no período. Aumento de carga tributária significa mais dinheiro para o governo e menos dinheiro para as empresas e para as pessoas o que resulta em menos investimento, menos consumo e menos emprego. Este crescimento da carga tributária permitiu também o crescimento das despesas do governo no âmbito federal, estadual e municipal, nas três esferas de poder - executivo, legislativo e judiciário. Estudo do banco mundial concluiu que os salários pagos no setor público são 94% superiores aos salários do setor privado. Para a sorte de Bolsonaro, e para sorte de nós, brasileiros, o seu ministro da economia é o liberal Paulo Guedes. É nesse ponto; na economia; que o governo Bolsonaro representa uma mudança significativa.

O ministro e sua competente equipe de técnicos com vasta experiência no setor público sabem que sair da situação de déficit e buscar o superávit fiscal é questão fundamental para a credibilidade do governo e para o aumento do investimento que resulta em emprego. O ministro e sua equipe atuam de forma cirúrgica sobre as três principais despesas do orçamento federal que são as despesas com previdência, os juros da dívida interna e despesas com pessoal.

O ministro e sua equipe sabem que é preciso um choque de racionalidade, eficiência e produtividade para aumentar e melhorar a qualidade dos serviços de saúde, educação, segurança, saneamento e transportes que o governo presta a população. Para que isto aconteça são necessárias reformas, privatizações, quebra de paradigmas e combate a privilégios. O Congresso tem feito sua parte apoiando o programa reformista. O Brasil não pode deixar escapar a oportunidade que o governo reformista representa. Como disse Paulo Guedes, "os liberais não são revolucionários, são evolucionistas."

O Brasil precisa evoluir.

Ler matéria completa