Bauru e grande região

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Êxito do leilão do Lote Pipa

por Renata Perez Dantas

14/01/2020 - 06h00

O desfecho do leilão do Lote Pipa, realizado na semana passada, reflete um resultado bastante animador para o ambiente de concessões de infraestrutura no País. Dois importantes grupos - Ecorodovias e o Fundo Pátria, este em consórcio com o Fundo Soberano de Singapura -, ofereceram propostas com ágios elevadíssimos, acima até das expectativas mais otimistas, para arrematar a maior malha rodoviária já licitada em um único lote, ligando Piracicaba a Panorama, passando por Bauru.

Levando em conta nova orientação do Poder Concedente, os estudos conduzidos pela Artesp chegaram a uma modelagem que teve como premissa incluir o máximo possível de investimentos, o que resultou em R$ 14 bilhões previstos em obras e serviços aplicados diretamente nos 1.273 quilômetros de rodovias que atendem 62 municípios. A nova concessão possibilitará significativa geração de empregos, melhorias na segurança viária e um efetivo ganho logístico para o escoamento da produção regional paulista e de outros estados, uma vez que o lote atravessa São Paulo desde a região de Campinas até o limite com o Mato Grosso do Sul.

Ainda que se tenha elevado o volume dos investimentos a um patamar recorde para ampliar os benefícios aos usuários da rodovia, o projeto continuou bastante atrativo para o mercado. Não por acaso, o leilão acabou atraindo de forma inédita para as rodovias paulistas recursos de um investidor asiático, o GIC, Fundo Soberano de Singapura. A atração de novos players, iniciada no leilão do lote Rodovias do Centro-Oeste, que marcou justamente a entrada do Fundo Pátria, sinaliza clara demonstração de confiança internacional nos projetos do governo paulista.

A participação do capital estrangeiro nesta concessão só foi possível porque, nos últimos anos, a Artesp tem buscado mecanismos contratuais para diversificar o perfil dos investidores. No passado, editais que não tinham compromisso com o desafio da inovação se prendiam a exigências que restringiam as concessões aos clássicos operadores de rodovias. Com efeito, ao identificar que havia no mercado disponibilidade de recursos originários de outros setores - como fundos de pensão, por exemplo -, São Paulo impõe um novo paradigma para o setor.

A agenda de concessões aberta na semana passada demonstra que o mercado e os investidores estão ávidos por bons projetos. O êxito do Lote Pipa é fruto desse conjunto de inovações e boas práticas defendidas pela Artesp, sempre comprometida a zelar por políticas públicas de excelência.

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