Bauru e grande região

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O corona e o mercado

por Márcio M. Carvalho

26/03/2020 - 06h00

Empresas aumentam o preço de álcool gel de R$ 6,00 antes da crise para R$ 15,00 hoje: 250%. Máscaras cirúrgicas de R$ 0,50 por R$ 2,50: 500% sobre o preço. Suspensão total nas promoções de supermercado, farmácias e lojas o que, no custo total, representa um aumento médio de 4% a 5% nas compras.

No caso das farmácias e remédios de uso contínuo, teremos em março o reajuste anual e, considerando o dólar inflado, os preços podem dobrar durante a crise, o que seria lamentável. Se ninguém tomar nenhuma atitude, considerando que as empresas farmacêuticas multinacionais e brasileiras, useiras e vezeiras em aproveitar ao máximo esta 'oportunidades', teremos uma população principalmente de idosos e crianças com a renda reduzida, gastos extra com saúde e aumento nos remédios para lucro das empresas irresponsáveis.

Em contraponto a isso, empresas se adaptando para produzir álcool gel e fornecer para hospitais e centros de saúde, a maioria das lojas e shoppings liberando funcionários voluntariamente e cerrando suas portas mesmo com prejuízo, vislumbrando em primeiro lugar o fator humanitário e não lucro ou faturamento. Empresários colocando o lucro na frente de sua responsabilidade social e vice-versa.

A crise em mais ou menos tempo passará e ficará no mercado a posição de quem fez apenas a obrigação, de quem não fez nem a obrigação e de quem excedeu em posicionamento humanitário. Com certeza estas empresas que têm de fato reponsabilidade social terão seus nomes marcados na mente da população como empresas em que se pode confiar e os lucros de curto prazo de que se abriu mão serão compensados com uma parceria e fidelidade de marca a longo prazo.

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