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A Arte da Guerra no confronto com a Covid-19

por Manuela Leite de Barros e Mário Leite de Barros Filho

24/06/2020 - 05h00

A pandemia do coronavírus (Covid-19) tomou uma dimensão inimaginável no mundo, visto que, em menos de seis meses, causou a morte de 359 mil pessoas. Todos se sentem impotentes diante desse inimigo comum invisível, principalmente aquelas pessoas que fazem parte do grupo de risco, que engloba, entre outros, diabéticos, idosos e pessoas com problemas pulmonares. Ninguém imaginava enfrentar essa verdadeira guerra biológica, que coloca em risco o sistema de saúde.

Diante desta terrível situação, as pessoas, amedrontadas e escondidas nas suas trincheiras, procuram não ter contato com o coronavírus, adotando uma série de medidas para se defender, entre elas o uso de máscaras e de álcool em gel. Efetivamente, devem tomar todos os cuidados possíveis e imagináveis para se prevenir e evitar o contágio dessa doença. Entretanto, a população, muitas vezes, esquece que o fator mais importante contra essa enfermidade é manter elevado o nível do sistema imunológico, arma mais poderosa contra a Covid- 19. Ninguém poderá, evidentemente, viver eternamente enclausurado, um dia, todos terão que enfrentar este terrível inimigo.

Com base nesta premissa, é preciso estabelecer uma estratégia para derrotar o oponente e vencer esta guerra. Esse método é composto por três regras básicas:

1. Na hipótese de superioridade de força, eliminar o inimigo;

2. Em caso de inferioridade de força, desviar-se do oponente;

3. Contudo, havendo inferioridade de força e sendo impossível desviar-se do inimigo, preparar um plano para minimizar o confronto. Aplicando tal estratégia na batalha que estamos travando contra o coronavírus, fica evidente que não temos como eliminar o nosso inimigo, pois ainda não temos contra ele remédio ou vacina eficazes. Ao mesmo tempo, não temos mínima possibilidade de nos desviar do coronavírus. Portanto, a atitude mais inteligente é armar o organismo para o confronto, fortalecendo o nosso sistema imunológico para vencer a terrível enfermidade.

Então, a melhor tática é o ataque!

Caso ocorra o contato com a Covid-19, se a pessoa estiver com o nível do seu sistema de imunidade elevado, terá maiores chances de enfrentar e derrotar o seu oponente. Por esse motivo, é essencial adotar medidas racionais, com fundamento em dados concretos e objetivos, para a correta tomada de decisões.

Estudos científicos revelam que o eficiente funcionamento do mecanismo que defende nosso corpo de agentes infecciosos invasores depende, basicamente, de seis fatores: água; sol; alimentação; sono; atividade física e mental; e tranquilidade. Em linguagem técnica, este é o arsenal da imunidade do organismo e estas são as seis armas que os soldados do exército do nosso organismo utilizarão na batalha contra o coronavírus.

1. A primeira arma é a água. O consumo diário de, no mínimo, 2 litros é essencial para manter o equilíbrio do organismo. Uma sugestão eficiente é encher, todos os dias, um recipiente com, no mínimo, 2 litros e estabelecer como meta o consumo de todo o líquido em um período de 24 horas.

2. O segundo instrumento de ataque é o sol. Por ser uma fonte de produção de vitamina "D", recomenda-se a exposição diária à luz solar por, pelo menos, 30 minutos, com os devidos cuidados de proteção. Este fator é tão importante que, antigamente, hospitais e clínicas tinham um local descoberto e reservado ao banho de sol, denominado solarium, utilizado na recuperação das pessoas enfermas.

3. A terceira arma é a alimentação, fator determinante para garantia de um o sistema imunológico eficiente. Lembremo-nos de que a principal refeição do dia é o café-da-manhã. Durante as refeições, consumir frutas, legumes e cereais, que são ricos em minerais e vitaminas, essenciais ao fortalecimento do organismo. Alguns alimentos não podem faltar em nossa dieta: aveia, peixe, azeite de oliva, suco de uva. O consumo diário de uma taça de vinho tinto seco é salutar.

4. A quarta munição é o sono, responsável pela manutenção do equilíbrio geral do organismo. Dormir 8 horas por dia e cultivar o hábito de dormir meia hora, todos os dias, depois do almoço, a chamada sesta.

5. O quinto instrumento de defesa é a atividade física e mental, que ajuda a manter o corpo em ótimo funcionamento. A caminhada, por exemplo, é o exercício físico mais saudável. Fundamental também é mantermos a mente em funcionamento com atividades diversificadas, entre elas o aprendizado de novo idioma, leituras técnicas e de entretenimento, como a conhecida "palavras cruzadas"

6. A sexta arma é a tranquilidade, que se resume na relativa ausência de estresse. O controle emocional nos auxilia a tomar decisões sábias e a manter o controle de nossas atitudes. Treinar a mente para ver o lado positivo dos fatos e acontecimentos é fator decisivo. Lembremo-nos de que a felicidade de nossa vida depende da qualidade dos nossos pensamentos.

A adoção dessas medidas, certamente, ajudará a diminuir a sensação de impotência e a controlar o medo que as pessoas têm de contrair a doença e de sofrer suas terríveis consequências.

Tenhamos em mente que esta nuvem negra que paira sobre nós, em breve, se dissipará. Então o sol voltará a brilhar e, assim, poderemos, novamente, celebrar a vida.

Os autores são colaboradores de Opinião.

 

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