Bauru e grande região

 
Articulistas

PPP com efetividade é luz na escuridão

por Braz Melero

30/06/2020 - 05h00

"Não há nada que seja maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa, dia após dia e esperar resultados diferentes". Ignorando a luz de Albert Einstein, muitos municípios continuam fazendo a mesma coisa, dia após dia, na gestão do consumo de eletricidade, tanto nos próprios, como na Iluminação Pública - IP. Não implantaram a GEM - Gestão Energética Municipal. Ignorando Einstein, recentemente Bauru instalou 800 lâmpadas Sódio na IP, ao invés de LED-Light Emitting Diode. Lançou na atmosfera 35 toneladas CO2, não preservou 201 árvores e consumiu energia igual 35 mil clientes/ano. Em artigo que redigi, publicado nesta coluna (11/01/20), apresentei opções para conseguir resultados diferentes.

As únicas três lâmpadas LED na IP de Bauru, em postes da CPFL, estão em frente à Assenag - Assoc. Eng., Arquit e Agron. Foram doadas pelos fabricantes Osram, GE e Ilumatic, nos seminários de 2009 e 2013, nos quais representei a Assenag. Sem ignorar Einstein, considero que a PPP - Parceria Público-Privada é luz colocada à disposição da União, Estados e Municípios, desde a Lei 11.079/04. Centenas de municípios brasileiros já a adotaram com sucesso. Os que ignoraram Einstein, tiveram problema. É o caso do município de São Paulo, constantemente no Judiciário e nos jornais.

Sem ignorar Einstein, em setembro/16, objetivando subsidiar "os candidatos a prefeito", o diretor-Ciesp Rubens Passos e o especialista André Dabus promoveram evento visando debater a PPP (JC, 21/09/16). Representei a Assenag no evento. Ficou claro que para analisar o "projeto básico e executivo da IP", os municípios precisam levar em conta que, ao lado dos aspectos técnicos e lúdicos - segurança, meio ambiente, arquitetura urbana e qualidade de vida - existem os de natureza legal, econômica, social e política.

Sem ignorar Einstein, o planejamento não precisa envolver pessoas que saibam que a IP representa 4,5% do consumo de eletricidade do País. Nem que no mundo a geração de energia responde por 44,3% das emissões de gases causadores do aquecimento global (FSP-20/05/20).

Mas precisa envolver pessoas, entidades e órgãos que saibam, entre outros itens, onde estão os preocupantes índices de criminalidade; como harmonizar a convivência da IP com a arborização. Sem ignorar Einstein, enfatizo que é nas particularidades que a PPP deixa de ser um programa de eficiência para ser de efetividade energética.

A luz de Einstein também eternizou: "O mundo não será destruído por aqueles que fazem o mal, mas também por aqueles que olham e não fazem nada".

O autor é executivo aposentado da CPFL. Atuou no Gabinete da Prefeitura de Bauru e Cohab. Assessor de Civismo e Cidadania da Governadoria do Lions.

Ler matéria completa