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Em busca do voto perdido

por Maria América Ferreira

28/07/2020 - 05h00

Com o adiamento das eleições municipais para novembro, as campanhas dos candidatos a prefeito e a vereador estão tímidas ainda. Não dá para saber se é a falta de dinheiro, o que para políticos é algo incomum, ou se é a precaução por conta de um possível desgaste diante da situação inusitada que vive o País.

O que se vê por enquanto é a aposta nas redes sociais. Candidatos aparecem todos os dias publicando soluções para os velhos problemas de uma cidade, prometendo que vão fazer e acontecer. Sempre aquela velha balela do discurso pronto e repetitivo. Criatividade bem pouca. As possibilidades diante de tanta tecnologia são infinitas, mas o que prevalece é a mesmice. Mas dá para ver que pequenas mudanças estão acontecendo.

Por exemplo, por conta da pandemia, não se vê candidatos transitando pelas feiras-livres, o que é comum em épocas de eleições. Não se vê os famosos passeios pelas comunidades pobres, prometendo o que nunca vai ser cumprido, em troca de um voto.

Por outro lado, por trás de um computador, fica até mais fácil fazer promessas, criticar o outro e resolver todos os problemas de uma cidade como em um passe de mágica. Afinal, não é necessário o tal olho no olho. É provável que, a partir de final do mês de agosto, se acelere a corrida em busca do voto perdido. O maior problema a ser enfrentado pelos candidatos será convencer os eleitores que eles merecem os votos.

Parece que, ao menos parte da população, está acordando para a vida. Não está fácil enganar muita gente com o discurso de que surgiu o salvador de tudo. As dificuldades enfrentadas por empresários, em especial os pequenos e médios, o desemprego para o trabalhado, e o aumento da pobreza, estão fazendo com que as pessoas pensem um pouco mais sobre eleições.

Resolver os problemas de uma cidade e agradar a todos, não é para leigos. Falar é fácil, daí a executar o que se promete, há um espaço enorme e na maioria das vezes, as promessas escorregam e somem nos precipícios. Os discursos antigos, cheios de revolta e teorias contra os Governos não bastam para eleger alguém. Muito menos o puxa-saquismo desmedido.

Toda atenção é pouca, para não se deixar levar pela fala fácil de quem quer alcançar o poder!

A autora é jornalista, colabora com Opinião.

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