Bauru e grande região

 
Articulistas

Eleições: todo cuidado é pouco!

por Maria América Ferreira

16/09/2020 - 05h00

O ministro presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, recebeu do Tribunal de Contas da União - TCU uma lista com mais de sete mil nomes de gestores públicos que tiveram suas contas rejeitadas por várias razões, entre elas a falta de prestação de contas ou a irregularidade no uso do dinheiro público. Teoricamente, a Lei da Ficha Limpa impede que esses gestores concorram às eleições. Ao receber a lista, o ministro fez um apelo aos eleitores para que votem de forma consciente. Quem analisa as candidaturas antes da aprovação é o TSE e os Tribunais Regionais Eleitorais

Em Bauru, serão 12 candidatos concorrendo à vaga de prefeito e outros tantos a vereador (nº° ainda não definido) apostando em uma cadeira na Câmara. Entre os 12 candidatos a prefeito, alguns são bem conhecidos pela carreira política, outros por ocuparem cargos públicos, ter mandatos na Câmara, e há os ilustres desconhecidos da maioria da população. Para o eleitor, fica a responsabilidade de escolher quem vai administrar a cidade, o que nem sempre dá certo.

Há que se ter em mente que eleição é semelhante a um jogo de azar (reservadas as devidas proporções). É a sorte em jogo, para quem concorre e para quem escolhe. Considerando todos esses pontos e voltando ao apelo do ministro do TSE, seria interessante que houvesse tempo hábil para que as candidaturas de pessoas cujos nomes constem da tal lista, nem fossem aprovadas.

Na prática, sabe-se que não é isso que acontece. Muitos candidatos têm sua candidatura homologada e posteriormente pode ser impugnada. Isso já causa uma confusão entre os eleitores, especialmente, entre os que não acompanham a política de uma cidade e vão apenas cumprir a obrigação do voto.

Diante disso, há que se ter em mente que os eleitos são nada mais que pessoas escolhidas para administrar o dinheiro dos cidadãos. Deveria ser obrigatório que o candidato apresentasse um curso de gestão pública, por exemplo, o que não é. Restam algumas observações para o eleitor se orientar, uma delas, é não acreditar nas promessas de que tudo vai ser diferente. Cada um que entra tenta apagar o que o anterior fez e começar de novo. É isso que nunca dá certo. É aí que mora o perigo. Quem quiser ter acesso à lista dos irregulares é só entrar no site do TCU.

A autora é jornalista, colabora com Opinião.

Ler matéria completa