Bauru e grande região

 
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Nenhuma novidade na Corte

por Maria América Ferreira

18/10/2020 - 05h00

A ladainha é a mesma. Entra eleição, sai eleição, e o discurso se repete. De um lado o cansativo discurso da esquerda, contra tudo e todos, como se eles fossem os salvadores da Pátria.

De outro, o da direita ou centro, prometendo fazer melhor o que nunca foi feito. E, finalmente, o discurso do chamado novo, mas que não mostra a que veio.

Tem candidato que promete mudar a história da cidade. Como assim? Não se muda uma história. O máximo possível é acrescentar novos fatos a uma história que vem sendo escrita desde o surgimento de uma cidade. Outro promete que vai mudar tudo e construir uma nova cidade.

Ninguém é capaz de dizer que precisa do voto do eleitor porque quer administrar a cidade. Ninguém se compromete a fazer o que é possível, com o dinheiro que arrecada cuja origem está nos impostos pagos pelos cidadãos. São todos milagrosos. Vão salvar a cidade da noite para o dia. Parece filme de ficção. E pior, tem gente que acredita e põe a 'cara' na televisão corroborando com a mentira.

A água é a bola da vez. Todos os candidatos a prefeito, se eleitos, vão perfurar poços artesianos e acabar com a falta de água. Cuidar da população, esse é o projeto. Além é claro, de todas as outras promessas de coisas mirabolantes que vão fazer e que sabemos, são inviáveis.

Isso sem falar dos 'trocentos' candidatos a vereador que vão transformar a Câmara. É provável que alguns deles consigam até mudar a função de um vereador. Todos em nome do povo. Será que todos sabem o que um vereador faz?

Enfim, é lamentável o quadro de candidatos que se apresenta em uma cidade com o tamanho e a importância de Bauru. Diante disso, o que se vislumbra é mais do mesmo.

Tudo indica que, votar além de uma obrigação, vai ser um desafio e tanto. É preciso esquecer o que se vê nas propagandas e tentar buscar a idoneidade das pessoas, para possivelmente escolher alguém.

Em último caso, para o bem de todos, talvez, quem sabe, não votar em ninguém seja a solução. Utopia é claro. Seria o protesto, por acharem que a população é tão ingênua, capaz de acreditar nas mentiras que a voz permite soltar e fazer ecoar.

A autora é jornalista, colabora com Opinião.

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