Bauru e grande região

 
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Sinais de um novo tempo pós-eleições

por Maria América Ferreira

04/12/2020 - 05h00

Passada a ressaca eleitoral, a cidade vai retomando a vida. Embora não seja normal, porque a pandemia não terminou, as pessoas tentam viver da melhor maneira possível. Mas o assunto é eleição. O bauruense foi às urnas no segundo turno e a maioria optou por colocar uma mulher para administrar a cidade nos próximos quatro anos. Agora, é hora de respeitar a escolha da maioria, mesmo que isso não agrade a todos. Aliás, vale lembrar que o brasileiro em geral não sabe perder. Não admite perder no esporte, na vida e muito menos na política. O que se vê é uma enxurrada de manifestações de insatisfação com tudo. E as redes sociais contribuem muito para isso.

Tratando de redes sociais, o que deveria servir para discussões salutares em torno de um assunto, é um espaço considerado 'terra de ninguém'. As pessoas se escondem atrás de teclas e saem girando a metralhadora para todo lado.

É preciso entender de uma vez por todas que não dá mais para pensar individualmente. Pensar no coletivo, se colocar no lugar do outro é a única forma viável para a humanidade se redimir do caos e, talvez, sobreviver por alguns séculos. Então, não adianta sair esbravejando e destilando veneno, porque uma hora, o feitiço vira contra o feiticeiro. Brigar por fatos que envolvem uma grande parcela da população é benéfico para a sociedade. Mas vociferar porque não gosta da cor da roupa de alguém, é no mínimo cair no vazio.

A prefeita eleita, Suéllen Rosim, considerada por muitos como uma paraquedista, foi a escolhida pela maioria. Isto significa que toda população vai se beneficiar, ou levar a pior, nos próximos quatro anos. Se nenhum deslize for cometido, presume-se que ela deva concluir o mandato. A turma do quanto pior melhor, precisa entender que nem sempre eles têm razão. Aliás, a considerar o resultado geral das eleições, dá para notar que algumas coisas estão mudando. E não se trata de dizer que a velha política perdeu espaço. A política não envelhece as pessoas que a fazem, sim. E mais, é preciso ter em mente que nenhum prefeito, vai conseguir administrar uma cidade sem conchavos. Estes são os acordos, o entendimento entre várias partes. Nem sempre conchavo é pejorativo.

Os acordos devem ser para o bem de uma comunidade. Para isso, o momento é de agir com inteligência. É preciso exigir, cobrar e fiscalizar o Executivo e o Legislativo para que cumpram sua função com honestidade.

A autora é jornalista.

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