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Despertar de um novo dia: reflexões sobre 2021

por Brina Palmieri Barbosa, Carlos Sette, Jorge Martins, Junior e Kelvyn Zanoni Fonseca

03/01/2021 - 05h00

O ano que agora termina nos trouxe, na forma de uma pandemia, recados que já havíamos esquecido de lembrar. Vivemos mais e melhor com uma tecnologia que nos facilita muitas coisas, mas que nos escraviza. Tirou-nos o diálogo, mecanizou os afetos, robotizou as decisões. O vírus nos fez lembrar disso: como estávamos automáticos, estressados, sem vida, apesar da vida existir.

Nos fez pensar também que somos todos iguais, ricos e pobres, negros e brancos, judeus e muçulmanos, patrões e empregados e que podemos ter o mesmo fim. Nos mostrou a importância de nossas famílias, amigos e colegas e o quanto zelamos por eles. Evidenciou como pequenas coisas do cotidiano, como um bom dia e um sorriso no caminho do trabalho ou do mercado, nos fazem falta.

O vírus nos fez lembrar também das desigualdades que há no mundo, evidenciado pelo contraste de alguns que puderam se isolar para melhor se proteger do contágio do vírus enquanto outros continuaram enfrentando longas horas de ônibus lotados indo e vindo do trabalho para não faltar comida na mesa de casa.

Dentro desse contexto, qual o legado que deixaremos para 2021? Na parte social vemos a desigualdade e a miséria crescendo, vemos a polarização política empobrecendo o debate e nos colocando como inimigos, quando, de fato, estamos todos no mesmo barco precisando remar para uma mesma direção. No campo econômico, juros mais altos, desemprego também; recomposição do PIB, estabilidade do dólar e aumento da dívida pública. As famílias também começam o ano endividadas em cartões de crédito e cheques especiais.

Mas, existe a esperança do agronegócio, da recuperação da indústria e do comércio. Temos por obrigação, mesmo que de forma lúdica, valorizar os mecanismos de economia interna. O pequeno produtor, o comércio do seu bairro, aqueles que conseguiram sobreviver economicamente em meio à pandemia ou até mesmo aqueles que encontraram oportunidades no meio dela, APOIE!

E como diz o ditado: "a hora mais escura é o momento antes do sol nascer", podemos finalmente vislumbrar que 2021 começa com a tão esperada vacinação mundial e, como nos primeiros raios de sol de um novo dia, acreditar que um novo mundo nascerá.

Os autores, Brina é psicóloga/coordenadora de recursos humanos, Carlos é economista/diretor de empresa, Jorge é economista/coordenador financeiro e Kelvyn é estudante de Psicologia/estagiário de Psicologia

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