Bauru e grande região

Articulistas

Ainda sobre motocicletas barulhentas

por José Rubens M. Araujo

15/04/2021 - 05h00

Cada vez mais frequentes as manifestações de indignação em relação ao comportamento irresponsável de motoqueiros no trânsito e ao barulho ensurdecedor e ilegal de escapamentos adulterados em suas máquinas, grande parte delas caindo aos pedaços. Entendo que as reclamações devam mesmo acontecer em todos os meios de comunicação e convido o amigo leitor a também registrar sua indignação, onde for possível. Quem sabe assim aqueles que elegemos para nos representar resolvam enfrentar o problema.

Talvez, não caiba ao município legislar matéria de trânsito, mas nada impede que se promova articulação com outros municípios que certamente enfrentam o mesmo problema, unindo vereadores, prefeitos e autoridades na busca de solução junto a quem de direito na esfera federal. A exemplo do que foi feito na questão do som alto em veículos, que num passado recente era uma praga responsável pelo maior número de reclamações e ocorrências nas polícias Militar de todo o País, onde a articulação política e, salvo engano, da própria Polícia Militar, encontrou a melhor forma de combater o problema, pondo fim ou reduzindo drasticamente as ocorrências.

Penso que as fiscalizações (blitz) da Polícia Militar, apesar de importantes, por si só não conseguem resolver essa situação absurda. Tornam-se pouco eficazes diante da rapidez em que são anunciadas aos infratores por meio das redes sociais. Propor alterações, legislação específica para motocicletas e condutores, entregadores ou não; proporcionar à autoridade de trânsito ferramentas eficazes para combater infratores; implantar vistoria periódica específica para esse tipo veículo e mudanças na formação de seus condutores, responsáveis pelos maiores índices de mortos e feridos na tragédia em que se transformou o trânsito nas cidades brasileiras. Importante também o envolvimento dos fabricantes desses veículos nessa tarefa.

Talvez sejam esses alguns dos caminhos a seguir, mas cabe aos especialistas estudar e propor mudanças. Temos representantes comprometidos com a comunidade e com coragem para enfrentar a questão. Deixar como está é que não pode.

O autor é colaborador de Opinião.

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