Bauru e grande região

Articulistas

Um abismo separa o Brasil real do ideal

por Maria América Ferreira

02/05/2021 - 05h00

O real é lamentável e, diante da pequenez dos governantes, está cada dia mais distante do ideal. A partir de Bauru, é possível imaginar como está o país inteiro, diante de uma pandemia na saúde e a que segue com a gastança pública. É surreal ver o dinheiro que governadores e prefeitos estão gastando sem que nada, nenhum benefício retorne ao cidadão. Não é de esmola que vive um povo. Esses pseudoprogramas sociais nada mais são do que um engodo ilusório, talvez, na tentativa de impedir uma revolta da população.

Apenas um exemplo de como o brasileiro é tratado, ou destratado, pode ser visto nas agências bancárias. Tudo em nome da pandemia. O atendimento está reduzido e, por sequência, o número de funcionários também. Daí você vê aquelas pessoas sofridas, mostrando o efeito do tempo nos rostos e mãos, quietinhas na fila esperando para ser atendidas. São pessoas que dependem de um mísero salário, seja de aposentadoria ou ainda do trabalho. E depois de mais de uma hora de espera, aparece um funcionário do banco para avisar que a agência vai fechar e só serão atendidas mais quatro pessoas da fila.

Óbvio que a reação é de incredulidade. O funcionário até tenta explicar que o horário está reduzido. Dá vontade de soltar um palavrão. E um a um, senhoras e senhores, viram as costas e saem com vontade de chorar ou de socar alguém. Mas sem problemas, eles voltarão amanhã, e depois, semana que vem. É assim que o povo é tratado.

Quem vive na bolha jamais vai conseguir imaginar uma situação deprimente dessas. É melhor olhar para cima e ver como os politiqueiros de carreira vivem. É mais saudável ver lugares exóticos, chiques, com gente bonita, rica, do que encarar a realidade. Como é fácil ser eleito qualquer coisa neste País e posar de mocinho (a). Nem a 'resistência' aparece de verdade para socorrer a população judiada. Ah! Mexe com gente grande pra ver!

Há décadas o povo brasileiro é usurpado. Não tem esquerda nem direita ou centro (estereótipos para justificar incompetência) capaz de propor e executar uma solução. É fácil falar, gritar e defender os hipócritas. Difícil é agir efetivamente. De uma Câmara de Vereadores até o Senado, passando por Assembleias Estaduais e Congresso, a proposta é apenas inflar o próprio ego e roubar. Desde sempre, a ideia é enganar o povo. E a Justiça? Mais injusta impossível!

A autora é jornalista, colaboradora com Opinião.

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