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A fissura que não divide: família acolhedora

por Hilário Nunes da Silva

08/06/2021 - 05h00

Nosso 21º acolhimento veio para entendermos melhor o porquê de nossas vidas. Ser humano de olhos intensos cor de azeviche, bochechas com lindas covinhas, sorriso fácil apesar das fendas palatais. Criança que a cada dia nos surpreende pela sua força, apesar de algumas más formações.

Gessos, cirurgias, consultas, órteses, exames diversos, fisio, não tiram seu bom humor. No começo tememos tamanha responsabilidade, mas com o passar do tempo estamos felizes com sua boa evolução, apesar ainda ter um longo caminho a percorrer.

Na família acolhedora, a qual pertenço, não podemos adotar, e isso é correto.

Temos amor ao extremo, tanto que quando ela se for tristes ficaremos, mas com a missão cumprida.

O amor é o único sentimento que quanto mais se tem, menos egoísta é, ou deveria ser, pelo menos.

Todo dia rezamos para que Ele reserve um lindo futuro para esse pequeno ser. Obrigado primeiro ao senhor pela oportunidade de abraçar tão especial e delicada situação, e depois as jovens senhoras da família acolhedora, a "facol". A cada dia aprendemos por essa e outras situações, a agradecer por todas as benesses da vida.

O autor é colaborador de Opinião.

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