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Maçonaria repudia Fundo Eleitoral

por Alberto Jorge franco Vieira e Aldino brasil e souza

23/07/2021 - 05h00

A Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB), instituição que congrega as 27 (vinte e sete) Grandes Lojas Maçônicas de todos os Estados brasileiros e do Distrito Federal, com mais de 107.000 (cento e sete mil) maçons associados, por seus dirigentes ao fim assinados, considerando ser a Maçonaria, em seu sentido mais amplo, uma filosofia de vida, com um sistema de moralidade e ética social, de caráter simples e fundamental, incorporando um humanitarismo amplo e que tem por princípios basilares a liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos; a igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir religião, raça, sexo ou nacionalidade; a fraternidade de todos os homens, como filhos do mesmo Criador.

Presente no Brasil desde o Império, a Maçonaria sempre esteve ativa e atenta à prática efetiva de políticas públicas que assegurem paz, harmonia e justiça social em todos os níveis no seio das comunidades, em especial as mais carentes, pugnando pela liberdade, igualdade e fraternidade que, aliadas ao amor fraternal, são os pilares que a mantêm em atividade ao longo dos séculos e continuarão a impulsioná-la. No dia 15 de julho de 2021, o Brasil acordou com a notícia de aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que traz consigo a aprovação do Fundo Eleitoral para as eleições de 2022 majorado em quase 300% (trezentos por cento) em relação aos valores estabelecidos para as eleições de 2018, passando para R$ 5,7 bilhões, não obstante a previsão de um déficit no Orçamente Fiscal e da Seguridade Social na ordem de R$ 170,47 bilhões. As Grandes Lojas Maçônicas que integram a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB), vêm à público posicionar-se contrárias e repudiar expressamente o aumento do Fundo Eleitoral, por entenderem que tal aumento, não só humilha, mas faz tábula rasa das necessidades do povo brasileiro, que sempre fica com o ônus de pagar a conta.

A população brasileira, sofrida e violentamente atingida pela pandemia da Covid-19, não necessita do malsinado fundo eleitoral, que em nada contribui para a solução dos graves problemas a que está submetida, representando tal medida verdadeiro acinte ao povo brasileiro no momento em que o salário mínimo ganha uma projeção de reajuste, para o ano que vem, de apenas 4% (quatro por cento).

Para tanto, as Grandes Lojas Maçônicas brasileiras, aqui representada pela Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil - CMSB, solicitam ao senhor presidente da República que vete em sua totalidade a parte da LDO que trata sobre o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral), vez que tais recursos em nada contribuirão com a sociedade em geral, devendo-se destiná-los para a área social, carente e necessitada de apoio do poder público. SCS Quadra 02 - Edifício Anhanguera, sala 110 - CEP: 70.315-900 Brasília - Distrito Federal - Brasil.

Por fim, as entidades aqui subscritas reconhecem o difícil momento em que vivemos e se disponibilizam a auxiliar na transposição e superação das dificuldades atuais e futuras que afligem a sociedade brasileira, como forma de exercerem sua principal tarefa, que é tornar feliz a humanidade.

Os autores, Alberto é Grão-Mestre da M.R. Grande Loja Maçônica do Estado de Sergipe e presidente da L Assembleia Geral Ordinária da C.M.S.B. e Aldino é grão-mestre Ad Vitam da GLOMARON, secretário geral da C.M.S.B.

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