Bauru

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A atuação da Maçonaria em tempos de pandemia

por Waldir Ferraz de Camargo

05/08/2021 - 05h00

Assim como qualquer organização que congrega seus membros em atividades presenciais, também a Maçonaria foi obrigada a suspender suas reuniões em obediência às recomendações médicas e diretrizes governamentais, porém, sem interrupção das suas ações filantrópicas. A necessidade de se cumprir o distanciamento social fez com que se estagnassem os processos para aquisição de novos membros, paralisasse as elevações de graus e outras atividades das Lojas que se restringiram apenas às sessões administrativas levadas a efeito de modo virtual, possibilitando a manutenção dos laços que unem os obreiros da Arte Real. Não se viu notícia de nenhuma Loja que se abateu, nem fuga de filiados, que se mantiveram firmes e perseverantes ao atendimento solidário das instituições carentes e do trabalho beneficente que realizam.

Cabe relembrar que em 1918 a Loja Maçônica Arquitetos de Ormuzd de Bauru, face à precariedade do serviço médico da época, cedeu suas instalações para se transformar num autêntico hospital comunitário, socorrendo os enfermos vítimas da Gripe Espanhola, pandemia que assolou grande parte do mundo no limiar do século XX. Esse ato nobre e de verdadeira caridade da Loja foi reconhecido pelo Grande Oriente do Brasil, que lhe conferiu o honroso título de Benemérita, incorporado à sua nomenclatura oficial.

A Maçonaria é uma instituição filosófica, filantrópica, educativa, progressista, que trabalha para o aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever, da investigação constante da verdade e da prática desinteressada da beneficência. Com o avanço da vacinação e da diminuição do contágio viral, mas ainda obedecendo as recomendações preventivas, as Lojas vão gradativamente restabelecendo suas atividades no tempo hábil, com a devida autorização das instâncias superiores, tendo a Maçonaria o vigor restaurado para retomar aquilo que sempre fez ao longo dos séculos que é a conquista de uma sociedade mais justa nas deliberações que envolvem o ser humano e mais perfeita pela vivência da fraternidade, da liberdade e prática deliberada da paz.

O autor é formado em História, funcionário público estadual e membro da Loja Deus, Pátria e Família, de Bauru.

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