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O Brasil precisa ser sério e os políticos também

por Gregório José

26/11/2021 - 05h00

Nos últimos anos temos visto que algumas prefeituras e governos estaduais, mais os primeiros, vivenciam o sofrimento maior a cada nova eleição. Isso porque o prefeito que tenta a reeleição e não consegue enxuga ao máximo o orçamento do ano subsequente, colocando em risco a administração, no primeiro ano de mandato o seu sucessor.

Portanto, os congressistas deveriam modificar a lei e prever o orçamento anual para o mês de julho, no mais tardar. Assim, o prefeito que tentar a reeleição não poderá sufocar o seu adversário e estrangular investimentos na cidade em que vive. Dito isto é que tendo ele a intenção de administrar o município por mais quatro anos, jamais irá sangrar seu orçamento para o próximo período. Vai que ele se reelege.

Onde buscará recursos para investimento? Hoje, o derrotado em outubro (a cada quatro anos), apresenta às Câmaras de Vereadores um orçamento minguado e que não prevê folga ou novos investimentos para o município. Quer tornar a vida do sucessor um "inferno" total. Um aperta daqui e folga dali que não é possível fazer nada.

Alguns prefeitos derrotados chegam ao disparate de fechar a prefeitura nos últimos dias quase que dando férias coletivas aos servidores e, neste período, deletam programas e projetos, retiram nomes de listas, fazem o "Zé Telo" para que o sucessor não saiba nem o que fazer. São listas de credores que desaparecem, notas que não são encontradas, programas a serem instalados, enfim, é um Deus nos acuda quando chega gente nova para assumir um mandato. Se os nossos representantes na Câmara Federal e Senado mudarem as regras agora, antecipando a apresentação de "Dotação orçamentária" para ano seguinte até julho, evitarão estes transtornos vivenciados em grande parte do País onde o atual mandatário municipal não foi reeleito.

E o problema maior desta falta de senso e respeito com a "coisa pública" é que o prefeito derrotado no último pleito diz que cuida de sua gente, seu povo. E não tem o menor pudor em arrastar garganta para falar que ama sua cidade. Ora, que falta de respeito com quem mora ao seu lado!

Quem age desta maneira não pode, e não deve, jamais representar um povo.

O autor é jornalista/radialista/filósofo.

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