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Caçada implacável!

por Maria América Ferreira

17/12/2021 - 05h00

Foi dada a largada para a corrida em busca de votos. O ano de 2022 está aí, e com ele, as eleições novamente para presidente da República, deputados e senadores. Muito bem. O filme é o mesmo só mudam alguns protagonistas. E o roteiro também não muda. Uma enxurrada de candidatos atrás de votos, especialmente da parcela invisível da população. Aliás, a parcela que elege alguém e continua invisível depois da eleição.

Esse é o pior cenário visto durante os últimos dois anos de pandemia. Um crescimento assustador de famílias desestruturadas, seja pela morte de um parente, pelo desemprego ou pelo descaso dos governos que deitaram e rolaram com o dinheiro do contribuinte e não fizeram nada para impedir que a situação só piorasse. Isso tudo aliado à canalhice de décadas.

Ah! Mas a economia está dando sinais de recuperação! Para quem? Só para os já poderosos que nunca vão saber o que é ter necessidade. Nem imaginam o que é um pai ou mãe chegar em casa e não ter o que comer e nem para dar aos filhos. Isso é só cena de filme para eles. A realidade está longe, especialmente dos políticos que mandam no País. Mas tudo bem. Ano que vem vai ser diferente. Vão surgir os salvadores da Pátria em todos os cantos do País. E lá vai o povo esfolado, acabado, devastado, acreditar em mais promessas que viram poeira logo após a eleição. É impressionante a capacidade que todos os candidatos têm de resolver os problemas em um passe de mágica, e mentir com a 'cara' lavada.

E lá na vila, na favela ou na rua, continua um amontoado de gente sem nenhuma perspectiva de uma vida decente. É a mulher que sustenta filhos, netos e agregados, que vai ser despejada por não conseguir pagar o aluguel. É o homem que perde o emprego e se joga nas drogas e bebida, afinal, ele não tem nada a perder. É a criança que está com fome e não tem o que comer. É a porcaria de um sistema falido.

Independentemente de posição política, para eles, os fins justificam os meios. No final, a ideia é a mesma, ou seja, enganar, iludir o povo e se refestelar à custa do sacrifício de quem só quer sobreviver.

Por sorte, nem tudo está perdido. Ainda há pessoas que se preocupam com os outros. Não são políticos.

São pessoas comuns, que trabalham e, ao mesmo tempo, são capazes de pensar e ajudar a amenizar as dificuldades que afligem os mais pobres.

Não se iluda. Não há salvador da Pátria!

A autora é jornalista, colabora com Opinião.

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