Bauru

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A loja de Deus

por Olga Neme Daré

15/01/2022 - 05h00

Os momentos, passados e presentes, são de grande importância e gravidade para a nossa economia espiritual. O mundo todo se ajoelhou aos pés de uma pandemia, que ceifou vidas, sem piedade. Mas deixo de fazer mais considerações alusivas, como era meu desejo, para compartilhar com você, caro leitor, um texto que recebi, há anos, em um cartão de boas festas (hoje, fora de moda), que espelha grande sabedoria e poderá dar-lhe subsídios para entender as razões de tantas catástrofes havidas, no passado distante, e tantas mortes e internações, em massa, no presente momento, em todo o planeta Terra; qual a razão pela qual Deus permite que tal acontecesse e o que nós, os habitantes terrenos, poderemos fazer para a recuperação de nossa saúde e tranquilidade, e colaborar para a evolução do nosso orbe. Mas, voltemos ao texto, que, em resumo diz: Um homem sonhou que, de repente, viu-se em uma rua deserta, quando parou diante de uma única loja, nela existente, toda iluminada. O atendente, à porta, convidou-o a entrar. Aceitou e de início ficou encantado com os produtos expostos: jarras de fé, copos cheios de esperança, pacotes de paz, humildade, tolerância, perdão, gratidão, caixinhas de sabedoria, corações cheios de amor e outros afins. Depois de olhar tudo, o cliente perguntou ao anjo (o atendente era um anjo) se aquelas raridades eram para vender e a que preço. Como resposta, ouviu dizer que ali, era a loja de Deus e nada era vendido; tudo era oferecido gratuitamente, pois eram os dons divinos que o Pai doava a Seus filhos. Surpreso, ainda mais pela facilidade da aquisição, atreveu-se o homem a pedir um pacote de todo o conteúdo da loja. Solícito, o anjo retirou-se a fim de preparar a encomenda, e, algum tempo depois, voltou e entregou-a, na forma de pequeno embrulho que coube em uma das mãos do solicitante.

Sem entender o pequeno porte da oferta, uma vez que havia encomendado de tudo da loja, questionou o anjo quanto ao tamanho apresentado; como foi possível o anjo colocar tantos itens doados, em pacote tão pequeno. Ouviu a seguinte resposta: - Caro, irmão! Aqui, o estoque é de Deus e os frutos não são oferecidos, como estão. Apenas doamos as sementes deles. A germinação é de responsabilidade de quem as recebe, condicionada ao uso de seu livre-arbítrio.

É isso aí, caro leitor, estejamos certos de que tais sementes, as de Deus, não serão encontradas nem na rua 25 de março, em São Paulo, nem no Calçadão de Bauru, nem em nenhuma loja de produtos agrícolas; mas num lugar especial do Cosmos, quando somos criados por Deus, concedendo-nos as sementes das virtudes, em estado latente, cabendo, a cada um de nós, fazê-las germinar, dentro de nossa alma, promovendo a nossa evolução espiritual, tão almejada pelo Pai Celestial. Pense nisto!

A autora é colaboradora de Opinião.

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