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É hora de ser mais Brasil

por Arnaldo Ribeiro

28/05/2022 - 05h00

As eleições 2022 estão cada vez mais próximas e vemos um ambiente cada vez mais tóxico na nossa política. Aliás, a palavra "política" pressupõe diálogo, mas é fácil notar que neste momento ela está muito mais próxima da polarização extrema do que para o debate sadio de ideias.

Muitos dos que têm uma ideia formada simplesmente desconsideram outras possibilidades de posicionamento. A política atual, em muitos casos, infelizmente parece mais uma torcida para um ou outro lado do que uma ferramenta para a criação de melhorias, programas e entendimento para nossa sociedade.

Você até já deve ter ouvido a frase "Menos Brasília e mais Brasil". Significa que estamos perdendo o foco do que representam de fato as eleições. A construção de políticas públicas, a análise de planos de governo e de propostas que beneficiem os cidadãos que estão cada vez mais ficando de lado. É um absurdo! Onde estão os programas e metas para a saúde, economia, erradicação da fome, pobreza e nossas metas de exportações e importações? Simplesmente submergiram nesse mar com nevoeiro denso e premeditado. Perdemos todos, nesse jogo ninguém ganha, e o Brasil fica em segundo plano.

O que aparentemente importa nesse momento é qual a bandeira partidária que vai se sentar nas cadeiras que definirão o futuro da nossa nação. Chegamos a um ponto em que se discute até a possibilidade de haver um golpe de estado. Estamos em uma discussão que não traz benefícios para a nossa gente, é muito triste e perigoso esse cenário.

E a nossa Bauru também precisa de diálogo e norte, não podemos nos embrenhar nesse nevoeiro da intolerância que assola nosso país. Desculpa se estou sendo redundante, mas política se faz com bons políticos, não existe outra fórmula, assim como em qualquer outro segmento, é necessário experiência e caráter.

É preciso lembrar que o que for decidido nas próximas eleições terá um enorme impacto em como o nosso país vai caminhar. Vamos pensar a partir de já em projetos e programas ou vamos continuar patinando em uma disputa polarizada e com resultados duvidosos .

Qual é o melhor caminho, direita ou esquerda? Acredito que o melhor caminho sempre será para frente e de cabeça erguida.

O autor é jornalista/contador, ex-secretário de governo e formado em gestão pública.

 

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