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Progresso necessário

por Paulo Hayashi Jr.

18/06/2022 - 05h00

O que seus olhos precisam ver para acreditar que a morte não é o final de tudo? Que seus familiares desencarnados ainda vivem no plano espiritual? Que a separação é um período temporário e que o reencontro é algo certo? Seria pedir demais que lesse uma única obra dos mais de 400 livros publicados por Chico Xavier? Ou então, o Livro dos Espíritos de Allan Kardec? Seria correr riscos demais? Ou o melhor seria ficar como está, mesmo com a dor da separação?

Assim, para os desencarnados serem reconhecidos pelos encarnados, o que precisa ser feito? Esta é uma pergunta capital, pois não esqueçamos que estamos deste lado e um dia estaremos por lá. Saber um pouco sobre o outro plano é se assegurar de seu próprio futuro.

Histórias de fantasmas são apenas distorções de uma realidade maior que a humanidade, ainda presa em uma mentalidade infantil, não quer despertar.

O oriente, por tradição, tende a ser reencarnacionista e espiritualizado. O materialismo e o fetiche da matéria deram-se no ocidente pela influência de certas linhas doutrinárias errôneas e que não dão conta de amenizar a dor e a ignorância humana. As horas voam e devemos progredir nossa mente e nos prepararmos para o dia derradeiro.

O Aqueronte está sempre pronto, mas os passageiros não. Aprendemos a olhar com mais curiosidade a riqueza do mundo espiritual para não sermos pegos de surpresa pelos nossos próprios pensamentos limitantes.

A morte apenas descortina o que temos de mais íntimo em nós.

O autor é doutor em administração pela UFRGS, professor e pesquisador da Unicamp.

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