Bauru

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Maternidade Santa Isabel

por ABEL FERNANDO MARQUES ABREU

19/06/2022 - 05h00

Em outubro deste ano, o Hospital Santa Isabel de Bauru comemora 44 anos de existência, tendo comemorado 10 anos sob a administração da Fundação para o Desenvolvimento Médico-Hospitalar (Famesp), com a presidência do eminente médico pediatra Antonio Rugolo Junior, até então diretor executivo dessa casa de saúde que, nesse período de 10 anos, trouxe ao mundo 33.000 bebês, número correspondente aos habitantes de Osvaldo Cruz!

É, portanto, uma instituição relevante. A respeito, o Jornal da Cidade que, através da eficiente atuação de João Jabbour, seu capacitado diretor de Redação, nunca descuidou de levar ao conhecimento dos leitores a ênfase devida aos grandes empreendimentos locais, não deixou de encartar na edição de 31/05 último, com a supervisão da Giselle Hilário, dedicada Jornalista Responsável e eficazes profissionais, uma Edição Especial Comemorativa desse decênio de atividades hospitalares da Maternidade Santa Isabel. Muito bem elaborada. Nota 10. Todavia, o signatário que se lembra muito bem da inauguração desse ponto que veio para suprir as necessidades e propiciar o bem-estar das parturientes e de seus bebês, também recorda os motivos que levaram à denominação de Maternidade Santa Isabel.

Por isso, no dia 8 de junho de 2018, quando fazíamos as comemorações ao Dia de Portugal e seus heróis, no Salão Nobre da Beneficência Portuguesa, afirmávamos que entre os homenageados "in memoriam" restava "a figura exemplar da Rainha Santa Isabel, esposa do Rei D. Dinis, e a narração da sua vida conta-nos que certa feita, enquanto levava no avental alguns pães para os pobres, como sempre fazia, aparece repentinamente a figura do Rei D. Dinis (seu marido) a cavalo, com o seu séquito e pergunta-lhe: O que levais aí, senhora?

Rosas, meu senhor! Responde a Rainha, apreensiva. Rosas em janeiro? Pergunta o Rei, desconfiado! A Rainha Isabel, então, preocupada com a reação do marido se soubesse que eram pães, abre o avental e dele caiem várias rosas brancas e vermelhas! Os pães transformaram-se em rosas! Foi um milagre!

Isabel, Rainha de Portugal, nascida em 1270, em Saragoza, no Reino de Aragão, na Espanha, era cognominada de Protetora de Coimbra, e após a morte do marido decidiu vestir o hábito da Ordem de Santa Clara. Assim vestida, no seu esquife está até hoje, junto ao cadáver do esposo, arrancando lágrimas a quem a vê, tão humildemente posta, uma rainha tão nobre e poderosa que durante a sua vida dedicou-se à benemerência, atendendo tantos pobres e à realização de tantos milagres com a graça do Altíssimo. Lá estivemos, eu e minha esposa, para anotar este local em Coimbra que acolhe esta cena histórica. Todavia, após tantos anos praticando atos de benevolência e distribuindo benesses aos mais necessitados, é chegado o momento solene da sua canonização e, ao se despregar a taboa superior do ataúde, surpresos, com um ahhh! admirativo na boca, todos caíram de joelhos, prostrados e estupefatos, pelo grande milagre que viam.

O corpo achava-se inteiro e incorrupto, branco como se fosse de cera, a cabeça coberta de cabelos castanhos curtos, perfeitamente seguros na pele, a boca e os olhos fechados e bem compostos, tendo impresso na fisionomia o cunho da bondade e a majestade que haviam sido o apanágio dela enquanto viveu. Do ataúde saía um aroma suave. Foi mais um milagre! O corpo dela continua lá, intacto, inteiro e incorrupto.

Por tudo isso e pelos tantos milagres que a história relata e foram comprovados quando da sua canonização, devemos lembrar e reverenciar, também, o que ela foi e representa, até hoje, para o povo português". disse.

Em Bauru, temos a Maternidade Santa Isabel, em sua homenagem, mas pouca gente conhece esta história.

O autor é delegado de polícia aposentado, advogado e colaborador de Opinião do JC.

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