Bauru e grande região

Contexto Paulista

Economia paulista cresce mais rumo ao Interior

Esta coluna, publicada pela associação Paulista de Jornais pode ser lida e atualizada em www.apj.inf.br - Publicação simultânea nos jornais da Rede Paulista de Jornais, formada por este jornal e outros 13 líderes de circulação no Estado de São Paulo

14/08/2019 - 06h00

O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de São Paulo, calculado pela Fundação Seade, cresceu em média 2,3% ao ano entre 2002 e 2018. Os ganhos são diferenciados de acordo com o perfil geoeconômico das regiões, mas uma tendência é clara: o crescimento da produção vem sendo maior nos últimos anos no Interior Paulista em comparação à Região Metropolitana de São Paulo. Relatório divulgado nesta terça-feira (13) aponta que as regiões de São José dos Campos, Sorocaba, Campinas, Jundiaí e Piracicaba em especial se beneficiaram do processo de interiorização da atividade industrial e cresceram em ritmo mais acelerado, cerca de 3% ao ano.

Agronegócio se destaca

Além disso, as regiões do agronegócio e complexo sucroalcooleiro, que representam 14,8% da economia do Estado, acumularam crescimento de 45,1% nesse período desde 2002, em seu conjunto, e apresentaram índice anual de 2,4%, levemente acima da média estadual. Essa evolução foi fortemente influenciada pelo avanço territorial da cana-de-açúcar e consolidação do complexo sucroalcooleiro como núcleo econômico regional. Bauru e São José do Rio Preto registraram as maiores taxas médias de crescimento nesse conjunto (3,4% e 4,0% respectivamente). Os incentivos à produção de biocombustíveis da cana e a alta dos preços do açúcar refinado no mercado internacional estimularam a ampliação de 100% da área de cultivo da cana-de-açúcar em regiões como Presidente Prudente e São José do Rio Preto.

Capital cresce menos

A Região Metropolitana de São Paulo, por sua vez, responsável por 54,3% do PIB paulista, registrou taxa de expansão de apenas 1,8% ao ano no período analisado desde 2002. Segundo a Fundação Seade, esse desempenho, bem inferior ao das demais regiões industrializadas, reflete a perda de dinamismo da economia metropolitana. O fraco desempenho está associado "ao processo de desarticulação do parque industrial da capital e da região do ABC e às opções locacionais das empresas em novas áreas de seu entorno", afirma o estudo.

Pré-sal influencia

O bloco formado pelas regiões de Registro e Santos, com crescimento acumulado no período de 52,2% e média anual de 2,7%, teve resultado fortemente influenciado pelas atividades de extração de petróleo e gás associadas ao pré-sal, que alcançou média de expansão de 10% ao ano, influenciada pelo incremento da indústria (17,7% a.a.). A região de Santos mostrou baixo desempenho no período (taxa média de 1,4% ao ano), mas permanece como a quinta economia paulista.

Em 2018

A economia paulista, em 2018, aumentou 1,4% em termos reais na comparação com o ano anterior. Contribuiu para esse resultado a expansão da indústria e dos serviços, que cresceram 0,9% e 1,9%, respectivamente, uma vez que a agropecuária retraiu-se em 2,6%. As quatro regiões mais industrializadas apresentaram evolução acima das médias paulista e brasileira, com destaque para a de Sorocaba (3,6%). Entre as regiões ligadas ao agronegócio, Bauru cresceu acima da média do Estado (2,4%).

Café paulista

O Café Santa Mônica assinou em Xangai, na China, memorando de entendimento com o fundo de investimento Greenfield Capital e o governo chinês no valor de US$ 1,5 bilhão. O acordo prevê a criação de uma holding que construirá duas torrefações de café na China e montará 100 mil máquinas para distribuir o produto diretamente aos consumidores chineses. Do lado brasileiro, a Santa Mônica fornecerá o café paulista para a holding. A expectativa é que ao longo dos próximos 12 meses o grupo paulista exporte aproximadamente 100 mil sacas de café de 60 quilos, gerando uma receita de cerca de US$ 25 milhões.

De vento em popa

A exportação de café pelo Porto de Santos cresceu 29,3% nos primeiros sete meses de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado. O complexo responde por 77% de todas as sacas embarcadas no país.

Memória das cidades

Dia 17 de agosto é celebrado o Dia Nacional do Patrimônio Histórico. No país, cerca de 80 municípios têm o conjunto urbano protegido em nível federal, sendo 68 tombados, reconhecidos como Patrimônio Cultural do Brasil. Há ainda outras centenas de cidades que abrigam acervos, edificações, conjuntos arquitetônicos, bens e outros setores reconhecidos como patrimônio cultural.

Educação de ponta

A Huawei será parceira do governo paulista na área da educação para a digitalização da rede pública de ensino do ensino fundamental e básico. Até o final de 2022, professores e alunos das escolas da rede pública estadual não utilizarão mais giz e quadro negro, substituindo-os por computadores, tablets, smartphones e tecnologia de ponta.

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